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Os bônus e os ônus
Será que realmente Deus é brasileiro e agora, cansado de esperar que tomássemos juízo, resolveu dar mais este presente: um mar de petróleo embaixo do sal bem em frente às nossas já tão lindas praias?
A Petrobras acabou de assinar um contrato inédito de US$ 76 bilhões para o fornecimento de sondas de petróleo. Outra novidade é que O Brasil de 2012 não tem nada a ver com os Brasis que conhecemos e já vivemos. A terceira é que o Brasil a cada dia se reinventa e se refaz de seu passado de catastrofismos para ingressar numa nova era de futuro brilhante nunca visto etc, etc.
Isto porque com a Petrobras à frente de nossa imensa e bilionária “indústria do petróleo” não se pode nunca mais ficar “deitados eternamente em berço esplêndido”. Agora sim podemos, brancos e pretos, sair da condição de escravatura econômica para a qual nos condenamos a nos resignar por mais de 500 anos! Finalmente agora temos o bônus de pertencer a uma nação que se desenvolve solida e consistentemente e que tem resolvido cada vez mais seus problemas históricos ao mesmo tempo em que ganhamos o ônus de ter de saber lidar com novos e inéditos problemas nunca antes pensados e sequer resolvidos neste cenário mundial nunca visto etc, etc.
Esta nova realidade de pertencermos a uma nação madura e “muito rica”, monetariamente sim, claro, mas também cultural e socialmente , nos leva a ter de encarar os ônus de ter de lidar com sua complexidade e seus novos nunca vistos desafios, graças a Deus como diria um amigo meu judeu e ateu! Tudo isso tem uma enorme influência cada vez mais crescente do que chamaremos de PDB – Petro Desenvolvimento Brasileiro, uma parte do Energo Desenvolvimento Brasileiro – EDB. Será que realmente Deus é brasileiro e agora, cansado de esperar que tomássemos juízo, resolveu dar mais este presente: um mar de petróleo embaixo do sal bem em frente às nossas já tão lindas praias?
Primeiro, temos à frente do PDB a nossa Petrobras, uma SA nacional com ações negociadas em bolsas, inclusive NY – tem mais de 50% das decisões nas mãos do governo e esta empresa tem compromissos sociais e desenvolvimentos, além da tradicional maximização dos lucros das demais petroleiras. O que pouca gente sabe é que o nosso petróleo e o pré-sal não é nenhum presente divino, mas fruto de uma empresa muito bem gerenciada, a Petrobras. Note que mesmo que se queira criticá-la, não se pode negar que esta empresa já demostrou inegável capacidade técnica e profissional desde sua fundação, apesar de todas as adversidades dos últimos 60 anos.
Como analisar, encarar os novos desafios que se avolumam e como fazer isso num contexto sem precedentes e tão favoráveis ao nosso querido país? Como suprir a falta de profissionais qualificados para trabalhar na cadeia de produção do petróleo? Quais serão os bônus e os ônus (bo’s) desta nossa única e jamais vista condição atual e futura do Brasil? É claro que, isoladamente, cada qual pode reivindicar seu pequeno conjunto de bo’s do PDB. Por exemplo, do ponto de vista econômico, podemos traçar paralelos e divergências com os demais ciclos que vivemos, como os do açúcar, ouro, borracha e café? O PDB – Petro Desenvolvimento Brasileiro, é inigualável em profundidade em extensão aos ciclos anteriores e pouco comparáveis a outros ciclos de outros tempos em outros países.
Isso porque o petróleo é completamente diferente dos demais produtos ou matérias primas que já existiram no mundo e muito mais no Brasil – e diferente do petróleo de outras épocas. Assim sendo, o petróleo no contexto e no Brasil atuais difere certamente de outros eventos com nomes parecidos e deve ter um tratamento específico, sem nos furtarmos às comparações, apenas quando estas forem cabíveis. A indústria do petróleo, diferentemente das demais que já se instalaram em nosso país, também é muito mais evoluída em muitas áreas, é muito mais complexa e tem muito mais desdobramentos que qualquer outra, principalmente no Brasil, onde, acertadamente, foi entregue a uma empresa como a Petrobras. Não conseguimos esgotar o assunto em um artigo e, portanto, devemos depois desta introdução de alerta passar a desenvolver cada um dos desdobramentos do PDB que se julgarem interessantes de serem tratados neste meio.
José Antonio Dermengi Rios é professor na Unicamp, doutor em Energia pela Universidade de Paris VI (Pierre et Maria Curie) e Engenheiro Mecânico pela Unicamp
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Opinião
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Claro que poderia ser menos. Em muitos lugares o preço gira em torno de 2,45 a 2,60. Mas lembre-se, o governo fhc ludibriou a todos dizendo que com desregualamentação dos preços e com o fim do subsidio que o estado, atraves da petrobras, dava p/que os preços fossem unicos em todo o brasil, assim haveria concorrencia e poderiamos procurar o posto mais barato. Taí no que deu! Mas lembre-se, ha 10 anos estamos com os mesmos preços. Outros valores subiram bastante, inclusive o salario minimo que beirava os 200 reais, hoje, por volta de 620. ...
Enquanto isso eu pago quase R$ 3,00 no litro da gasolina...