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Cuidado, Brasília: mais um concurso "armado" para terceirizar nosso urbanismo

Por quê fazer um concurso para algo que é “dever de ofício“ de colegas urbanistas, de carreira, dos quadros do próprio Governo do Distrito Federal?

23 de February de 2012 às 15:13

Frederico Flósculo

Essa iniciativa do Governo do Distrito Federal em fazer um Concurso Público para a “correção“ (ou revitalização, como dizem, com certa incorreção) das Passarelas Subterrâneas sob o Eixo Rodoviário do Plano Piloto de Brasília deve ser examinada com cuidado, criticamente. O seu Edital, como anunciado, sai no final deste fevereiro de 2012.

Não se pode ter dúvida quanto à necessidade, sentida há décadas, por toda a existência desse Plano Piloto, de se fazer passarelas adequadas para a passagem subterrânea de pedestres. Não se trata mais de discutir se uma via expressa deve cruzar o núcleo inicial da Nova Capital do Brasil exatamente AO MEIO: uma “highway“ contemporânea das grandes vias de acesso a uma Nova York, uma São Francisco, uma Chicago, uma Detroit, entre outras grandes “cidades do automóvel“ norte-americanas, naquele impressionante episódio de crescimento urbano que revolucionou o planeta (nos anos 1950, em especial).

O Plano Piloto de Lucio Costa é uma prodigiosa seqüela do urbanismo do pós-guerra, ocorrido em primeiro lugar, de forma espetacular, nos Estados Unidos da America do Norte. Mas Lucio Costa não copiou: realizou síntese nova e original do melhor de seu tempo, com genialidade, numa mistura finíssima que contou com o “espírito“de marcantes lugares de cidades como... Londres (e seu gregaríssimo largo conhecido como Piccadilly Circus), como... Paris (e sua charmosíssima, igualmente gregária Avenue des Champs-Élysées), sem esquecer... a americana Nova York (e seu buliçoso largo conhecido como Times Square), todos explicitamente citados pelo urbanista Lucio Costa em seu Relatório do Plano Piloto de Brasília – com que venceu o Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil, em 1957.

A cidade “aérea e rodoviária“, elegantemente arqueada, realmente tinha uma “highway“ com espantosas SETE faixas de rolamento (em alguns pontos são NOVE devido às faixas adicionais de desaceleração e separação de tráfego), dividindo a cidade em duas partes perigosamente inacessíveis, pelo solo, para os pedestres.

A “solução“ dada pelas passagens subterrâneas refletia a prioridade dos sem-automóveis, naquele mundo urbano em que Brasília foi concebida: elas resultaram mínimas, estreitas, escuras, com péssima acessibilidade – num tempo que portadores de deficiências locomotoras eram “ALEIJADOS“ e deveriam ficar seguros em casa, imobilizados, invisíveis. As passagens dos pedestres nasceram precárias, desprezíveis, na cidade do Automóvel, desde sua fundação.

Tudo isso é dito para afirmar: uma reforma radical, “prá valer“, séria mesmo,DEVERIA, DEVE, DEVERÁ ser feita nessas indignas, inseguras, fétidas passagens subterrâneas destinadas à cidadania pedestre.

Essas passagens devem ser alargadas, devem permitir atividades comerciais e de serviços que as animem, que as vigiem, que as mantenham, que as sustentem (como ocorre na Galeria dos Estados, um exemplo de via de pedestres que merece atenção por seu relativo acerto – pois sua acessibilidade física é muito ruim, na atualidade).

ESSE CONCURSO É UMA FARSA E UMA DESMORALIZAÇÃO PARA OS URBANISTAS 

Mas, pergunta-se:POR QUÊ fazer um Concurso para algo que é “dever de ofício“ de colegas urbanistas, de carreira, dos quadros do próprio Governo do Distrito Federal?

Brasília tem urbanistas, capazes, concursados, APTOS e PAGOS para fazer o melhor urbanismo que nossa capital demanda, em sua manutenção! Por que PRETERIR os urbanistas públicos, oficiais, concursados, capazes, de operar toda a manutenção, todas as correções de rumos, todas os aprimoramentos de Brasília, com CONTINUIDADE, com AUTORIDADE???

Não se trata de problema excepcional, ao contrário! O “problema“ das passagens subterrâneas, do ponto de vista da técnica urbanística é BANAL. Faz-se concursos para PROBLEMAS EXCEPCIONAIS!!! Que Concurso é esse? Não faz o menor sentido!

Não tenho, de forma alguma, “procuração“ para defender quem não quer ser defendido, mas faço aqui uma reflexão que associa direitos de cidadania e o vigor da prática da profissão de URBANISTA. Faço a defesa de minha CIDADE, que deve ter seu serviço público FORTALECIDO, e não ENFRAQUECIDO. Vamos debater isso?

Essa equipe de urbanistas públicos não pode ser afastada de sua tarefa “de ofício“, de sua prerrogativa na máquina do Poder Executivo Distrital, a meu ver. Se cada tarefa de urbanismo for “terceirizada“ através de Concursos, teremos um sério problema para a própria profissão do urbanismo: teremos URBANISTAS QUE NÃO PROJETAM, que não planejam, APENAS CONTRATAM OUTROS URBANISTAS “PRIVADOS“, a preço de ouro, para fazer o trabalho que deveriam fazer.

O exercício de sua precípua responsabilidadeos tornaria sempre atualizados, sempre capazes e aguçados, competentes e empoderados - e “fiéis depositários“ do conhecimento público exigido para a gestão urbana de Brasília.É por isso que temos servidores públicos concursados, numa sociedade organizada: para fazerem as tarefas de interesse público, a partir das instâncias públicas? Querem que eu DESENHE isso para ser melhor compreendido?

Todos nós perdemos com essa situação, de um serviço público tornado subsidiário na movimentação de lobbyistas espertalhões, que “tomaram conta do governo“. E situações assim estão a ocorrer na Saúde, na Educação, na Segurança Pública, em campos de serviços público para os quais o GDF recebe recursos BILIONÁRIOS. A terceirização caracteriza DESVIO, CORRUPÇÃO, enfraquecimento e banalização do Serviço Público – paulatinamente prostituído pelos aventureiros bem-sucedidos na sua sórdida rotina.

Conclamo os meus colegas urbanistas a se rebelarem contra esse Concurso das Passarelas Subterrâneas. Não aceitem que “políticos“ espertalhões façam um concurso para uma tarefa que temos, urbanistas, todo o preparo, competência e capacidade técnia para realizar – pior, tarefa para a qual somosdignamente PAGOS para fazer.

Escandalosamente, a “terceirização“ do urbanismo de Brasília é uma triste realidade ao longo de todo esse período de Autonomia Política (desde 1990): ESCRITÓRIOS PRIVADOS DE URBANISMO têm assumido tarefas típicas das carreiras de Estado dos urbanistas do Governo do Distrito Federal.

Escritórios privados que ganham rios de dinheiro com os projetos “oficiais“ de assentamentos e bairros como o Setor Sudoeste, o Setor Noroeste, Águas Claras, Samambaia, Mangueiral, entre DEZENAS de projetos e obras que deveriam ter a marca de qualidade dos urbanistas de carreira, urbanistas de Brasília. E ainda, os privatizadores, ficam como “senhores eternos“ desses projetos, pelo uso ABUSIVO da cláusula de “Notório Saber“ permitida pela Lei de Licitações. Os projetos públicos são SEUS projetos. É, sobretudo, um círculo milionário, protegido por lobbystas instalados no próprio Governo: isso é a essência de Pandora.

Se vivo fosse, Lucio Costa, com certeza, seria um desses urbanistas do corpo de oficiais do Governo do Distrito Federal – e não um desses “vivaldinos“ que atuam na TERCEIRIZAÇÃO DOS PROJETOS URBANOS DO DISTRITO FEDERAL.

Pior, como professor de uma Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, me sinto envergonhado perante meus alunos, pois participo de sua formação como urbanistas – E, PARA QUÊ?Para quê formamos urbanistas?

Em todo o mundo, o urbanismo é uma “carreira de Estado“, e as grandes cidades se orgulham de seus quadros de urbanistas, incansáveis na infinidade de obras de aprimoramento das grandes cidades (como é o caso de centenas de cidades européias repletas de obras de arte pública, de espaços públicos que são obras de arte). Nossa tarefa é PÚBLICA. Querem nos transformar em “gestores de contratos terceirizados“. Para isso não precisamos, cidadãos, de urbanistas dignos do nome. Basta um cabo eleitoral para a tarefa.

O que deve fazer uma escola pública de arquitetura diante dessa conduta escandalosa de “TERCEIRIZAÇÃO DO URBANISMO“ de nossa cidade? Devemos preparar os futuros urbanistas para serem SERVIÇAIS dos grandes escritórios privados que MONOPOLIZAM aquilo que deveria ser de domínio da instância pública, governamental, de urbanismo?Vamos contemplar a emasculação do urbanismo da cidade símbolo da inteligência dos urbanistas?

Devemos nos perguntar: em torno de que grupo está a ocorrer esse “ponto de mutação“, do público para o privado, no Distrito Federal? Por que até mesmo o nosso urbanismo público mostra-se INERME, FALIDO, terceirizado, com tanta “facilidade“? Esse concurso deve ser denunciado como uma FARSA.

É o que defendo: Esses urbanistas públicos não devem ser afastados de suas tarefas, do exercício de sua profissão, ao contrário. Devem lutar por seu trabalho.

Brasília teve equipes de urbanistas “públicos“ que viabilizaram a Capital, desde a legendária equipe que auxiliou Lucio Costa nos anos 1950, e por todas as décadas de 1960, 1970 e 1980. É a Democracia de 1990 que, espantosamente, traz consigo essa impressionante corrupção da terceirização do urbanismo, do projeto urbano, da decisão de conceber, pesquisar, pensar a cidade.

Esse concurso é DESNECESSÁRIO – e pode ser totalmente deletério para a preservação da cidade.

Como ocorreu no “outro“ concurso de urbanismo para a Revitalização da Via W3, de 2002, em que o Governo do DF pretendia usar o seu virtual resultado para VERTICALIZAR a W3, para ACABAR com o padrão de residências nas 700 Sul, para “DESENGESSAR“ a W3 (expressão que significa „arrebentar de vez a integridade da concepção urbanística da Cidade Patrimônio da Humanidade“, a julgar pelos picaretas que a usam e abusam).

Quebraram a cara nesse Concurso da W3. A proposta vencedora se OPUNHA à verticalização, e propunha uma revitalização que nada tinha a ver com a especulação imobiliária, mas com a formação de um Corredor Cultural, que nunca se formou. E NUNCA se formará, pois os governantes do Distrito Federal, por todo esse período de Autonomia Política, são entusiastas do dinheiro fácil da especulação imobiliária e das construtoras – os “ocultos“ forjadores da Caixa de Pandora.

Com esses dirigentes, Brasília nunca será a Capital da Cultura, mas da Corrupção, se nada mudar.

O Concurso de Revitalização da W3 foi desmoralizado pelo próprio Governo do Distrio Federal, aturdido pelo resultado adverso a seus interesses: o Concurso visava criar uma verdadeira “Nossa Senhora de Copacabana“ na W3, criar uma Via W3 verticalizada, especulada, violentada. O Concurso da W3 exemplifica o comportamento leviano do GDF com relação a Brasília e a seus urbanistas.

O que impressiona é o fato de o Instituto de Arquitetos do Brasil, Departamento do Distrito Federal, ter feito parte desse jogo sujo: foi organizador do concurso da W3 e PARTICIPOU de sua desmoralização. Agora, novamente o IAB-DF é chamado a organizar um Concurso de Urbanismo, como se NADA tivesse acontecido, como se detivesse uma reputação de equilíbro e distanciamento com relação aos interesses do Governo do Distrito Federal. O IAB-DF está envolvido nesse jogo de interesses inconfessáveis.

Não faz mais sentido que o IAB organize esses concursos: o próprio Governo do DF deveria organizar, em instância interna, os concursos públicos nas áreas de Arquitetura e Urbanismo, como faz com quaisquer outros procedimentos licitatórios. O IAB-DF não tem resistido às pressões, interesses e vantagens políticas dessa atual época de especuladores e aventureiros.

Esse concurso das “passagens subterrâneas“ ENFRAQUECE um grupo de servidores públicos que deveria ser FORTALECIDO através do exercício de suas funções. Urbanistas do setor público, lutem pelo pleno exercício de seu conhecimento! Não aceitem, urbanistas, mais essa manobra que desautoriza, desmobiliza, emascula o nosso serviço público de urbanismo.NÃO SE DOBREM: exijam a tarefa. Retomem o urbanismo de Brasília para a esfera pública, de onde nunca deveria ter saído.

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comentários para “Cuidado, Brasília: mais um concurso "armado" para terceirizar nosso urbanismo”

  1. Frederico Flósculo Pinheiro Barreto 24.02.2012 às 16:18

    O Projeto de urbanismo de Águas Claras é um dos mais famosos projetos terceirizados do conjunto urbano de Brasília. O texto deixa clara essa posição. Concursos públicos de urbanismo devem ser feitos para grandes questões, que não possuem solução óbvia, que paralisam até mesmo os profissionais mais experientes. A questão das passarelas é entendida até mesmo pelas crianças de Brasília. Na verdade é mais uma tentativa do grupo político da sra. Longhi, de controlar o projeto urbano de Brasília através de concursos públicos, como o da Revitalização da W3. Contudo, nesse concurso, os especuladores imobiliários quebraram a cara, pois a proposta vencedora propõe uma revitalização baseada na cultura e na comunidade, e não na verticalização da W3. Nesse concurso, os comandantes da terceirização do urbanismo de Brasília querem mostrar sua capacidade de gerar "fatos novos", e criar novas "autoridades urbanas" que sejam amigáveis a seus interesses. Seu fundamento é o enfraquecimento e anulação das equipes públicas de urbanismo.

  2. Frederico Flósculo Pinheiro Barreto 24.02.2012 às 16:14

    Projeto de urbanismo de Águar Claras é um dos mais famosos projetos terceirzados do conjunto urbano de Brasília. O texto deixa clara essa posição. Concursos públicos de urbanismo devem ser feitos para grandes questões, que não possuem solução óbvia, que paralisam até mesmo os profissionais mais experientes. A questão das passarelas é entendida até mesmo pelas crianças de Brasília. Na verdade é mais uma tentativa do grupo político da sra. Longhi, de controlar o projeto urbano de Brasília através de concursos públicos, como o da Revitalização da W3. Contudo, nesse concurso, os especuladores imobiliários quebraram a cara, pois a proposta vencedora propõe um revitalização baseada na cultura e na comunidade, e não na verticalização da W3. Nesse concurso, os comendantes da terceirização do urbanismo de Brasília querem mostrar sua capacidade de gerar "fatos novos", a criar novas "autoridades urbanas" que sejam amigáveis a seus interesses. Seu fundamento é o enfraquecimento e anulação das equipes públicas de urbanismo.

  3. Marco Aurélio 24.02.2012 às 07:29

    Se se faz concurso a turma reclama, se não faz dizem que é imposição e chamam o IBAMA, IPHAN, MP, etc. São soldadinhos de chumbo vigiando o Por do Sol. Temos mais o que fazer. Vigiam até o trapézio do Circo do Seu Léo. Francamente.

  4. Denis Rodrigues 23.02.2012 às 21:56

    Sergio Peres, quer dizer que estes problemas todos estão aí há tanto tempo e os senhores jamais o trouxeram a público? Deixaram o DF chegar ao ponto que chegou sem se manisfestar? Nesse caso, são piores do que eu pensava: além de incompetentes, são comodistas.

  5. Sergio Peres 23.02.2012 às 19:06

    Caro, Denis, sou arquiteto, servidor do GDF e não me considero incluído na crítica acima que nos questiona quanto à competência. Acredito que a tua experiência tão negativa com os "servidores arquitetos e urbanistas do GDF" restringe-se à aprovação de projetos não? Para título de informação, as Administrações Regionais em quase sua totalidade estão muito desgarnecidas de colegas analistas, quase não temos arquitetos de carreira, ocupando cargos importantes então nem se fala. As Administrações estão sucateadas e perigosamente desaparelhadas de corpo técnico.Se a tua experiência ocorreu na Administração de Águas Claras, saiba que somente há alguns meses UM arquiteto foi destacado para analisar os projetos por lá, serviço até então feito por comissionados. Concordo com o autor do artigo no sentido de que para este tipo de projeto e intervenção urbana existem SIM bons profissionais SERVIDORES que poderiam muito bem dar conta do recado. Padronizar calçadas, comunicação visual, tratar de organizar a acessibilidade...por que não destinar estes projetos a um departamento central de Arquitetura e Urbanismo, feitos por servidores técnicos e por eles vistoriados e fiscalizados? Destinem os concursos para os temas que realmente necessitam...ou não pensas que os custos por detrás de um concurso dessa natureza são altos? Bons profissionais te asseguro que existem, bem intencionados, mais ainda. O que compromete na grande parte das vezes é a vontade política de fazer diferente...os motivos, prefiro deixá-los guardados no campo das ideias! Mas não generalize, amigo! Parabéns pelo texto, compartilho das ideias! Sergio Peres

  6. antonio santos 23.02.2012 às 18:44

    O IAB que denunciou o aumento absurdo e ilegal de 40 mil para 70 mil espectadores no estadio de Brasília, de repente calou-se. Ganhou um serviço do GDF para fazer o desnecessário: Concurso de Passarelas. Cidades, Bairros e Monumentos são entregues aos mesmos escritórios já faz tempo.O IAB não é uma empresa prestadora de serviços. Concurso é concorrência e para isto o GDF tem equipes capacitadas para exercer estes serviços. Cabe ao MP questionar esta terceirização desnecessária. Com contrato do concurso o IAB não denuncia mais as as mazelas do Governo. Um Cala Boca? Assim a instituição terá dinheiro para pagar as contas do Barraco da sede da instituição que situa-se num milionário terreno na Asa Sul. Desperdiçando dinheiro e espaço sem dar o apoio necessário a valorização do profissional o IAB colabora para a especulação e o avildamento da profissão. Acorda Brasilia! Acorda Arquitetos! A maioria dos concursos feitos pelo IAB em 2012 foram questionados a legalidade. Está na mídia e mesmo assim nada muda!

  7. Denis Rodrigues 23.02.2012 às 18:19

    Simples, meu caro: os "colegas urbanistas de carreira" do GDF são incompetentes. Águas Claras comprova isso. Se são assim tão preparados como você diz, por que nunca apresentaram nenhum projeto decente não somente para o Plano Piloto, mas também para as satélites? O concurso é uma excelente iniciativa e o GDF deveria ir mais além: trazer profissionais de outros países. Os daqui são tão ruins e atrsados que o melhor era afastá-los do serviço público,isso sim.

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