- Home Brasil 247 >
- Mídia & Tech
Por que a nossa internet é tão cara e ruim?
A Anatel defende as empresas, não os consumidores; permite-se que as empresas entreguem 10% da internet prometida e que vendam o patrimônio público
A privatização da telefonia aconteceu em 1998 e o governo do PT assumiu o poder em 2003. Portanto, o que se fez no período posterior à privatização? Se ela foi tão ruim, não era o caso do PT aperfeiçoá-la?
Todo mundo hoje tem uma linha de celular e o uso de banda larga está crescendo. Porém, os avanços vislumbrados na privatização não alcançaram o êxito que projetamos.
O ex-ministro das Comunicações no governo FHC, Sérgio Motta, teve uma sacada brilhante. No contrato de concessão, incluiu uma cláusula: dez anos depois, o contrato teria de ser revisto.
Ele argumentou que a tecnologia era tão veloz que não fazíamos ideia de como seria o futuro.
Em 2008, quando o contrato venceu, o PT já estava no poder. O governo simplesmente ratificou a privatização que tanto utiliza para criticar o PSDB, assinando o contrato com as empresas de telefonia por mais 20 anos.
O governo perdeu uma oportunidade de dar um salto de qualidade nesse setor tão estratégico. O país e os consumidores saíram perdendo. A telefonia no Brasil se tornou uma das piores do mundo: falamos menos e pagamos mais.
Também pagamos caro para uma internet lenta e problemática, com quedas e instabilidade constantes. Tanto que o número de reclamações contra as empresas de telefonia no Procon é recorde todos os anos.
A Anatel defende as empresas, não os consumidores. A sua omissão é tanta que ela está revendo a sua própria decisão de implantar uma auditoria para auferir a velocidade da banda larga, depois que as operadoras reclamaram contra a medida.
O contrato das operadoras com os clientes obriga a entrega de uma banda mínima de apenas 10% da velocidade vendida. Se o consumidor comprou dez megabytes, vai receber apenas um megabyte.
A Oi protesta abertamente contra a medida. Não é por menos, a empresa ganhou poder no governo do PT, que diminuiu a competição, em vez de estimulá-la.
Os fundos de pensão das estatais apoiaram a polêmica fusão da Oi com a Brasil Telecom, em um dos lances mais confusos da história recente, como envolvimento da Polícia Federal na famosa Operação Satiagraha.
O mais surpreendente foi o apoio do governo, por meio dos fundos de pensão, aos sócios Andrade Gutierrez e Grupo La Fonte, para que eles ampliassem a sua participação e o seu controle na Oi. Esses grupos, aliás, tinham sido demonizados durante a privatização.
Para maquiar a situação, a Oi e as operadoras chegaram a um acordo com a Anatel. Elas próprias vão auditar a si mesmas, por meio de uma entidade do setor, o SindiTeleBrasil.
O descaso da Anatel e do governo com os consumidores não para por aí.
Um dos termos no contrato de concessão era que a concessionária deveria devolver os bens da União depois do final do contrato ou então repassá-los para um novo concessionário.
Em 2008, ao ratificar o contrato, o governo poderia pegar alguns bens de volta para beneficiar a população.
A Anatel, porém, permitiu que as operadoras vendessem o patrimônio público. Só a venda de um terreno (em frente ao Palmeiras, em São Paulo) rendeu um valor na casa do bilhão. O local poderia servir para construir um imenso parque, escolas e creches.
Nós vamos chamar o presidente da Anatel para fazer cobranças. Vamos convidar o Ministério Público para nos ajudar a conferir a lista de imóveis vendidos. Também exigiremos que a própria agência conduza as auditorias das operadoras, por meio de entidades qualificadas.
Queremos saber: por que a internet continua tão cara e o serviço é tão ruim? Essa não é uma exigência nossa, é uma exigência de qualquer usuário de internet, telefone fixo ou celular no Brasil. A população está farta de tanto desrespeito.
Walter Feldman é médico, deputado federal (PSDB-SP) e ex-secretário especial de Articulação para Grandes Eventos da Prefeitura de São Paulo
comentários para “Por que a nossa internet é tão cara e ruim?”
Deixe seu comentário
Opinião
A CPMI do Cachoeira tem tudo para investigar a fundo uma organização criminosa de enorme capilaridade, mas a maioria que a compõe insiste em virar as costas para a sociedade
comentáriosQuem estava na linha 3-Vermelha viveu situação semelhante a atentado terrorista
comentáriosSerá que já não há espaço para o candidato que faz campanha exclusivamente com base na defesa de princípios e valores, sem comprar votos ou se prestar a ser lobista de grupos específicos?
comentáriosE é claro que Veja sabia quem era Carlinhos Cachoeira, a natureza de seus negócios, quem eram seus arapongas criminosos, quem era o senador Demóstenes Torres
comentáriosO governo brasileiro erra ao praticar intervenções sem limites nas estatais. As ações não deveriam ocorrer de modo desenfreado, deixando de lado aspectos como a eficiência e a eficácia
comentáriosSeguindo um perfil de busca por uma gestão centrada no conhecimento técnico, a presidente está prestes a tomar uma relevante decisão: aliar a esse requisito a moralidade
comentáriosA saída da Grécia da zona do euro pode tornar-se um estudo de caso por mostrar como todos os atores ajudaram no desastre
comentáriosEnquanto a investigação sobre Carlos Cachoeira ferve no Congresso Nacional, a da arapongagem definha em Brasília
comentáriosAcusar os críticos quando há versões desencontradas sobre a não apresentação de denúncia contra Demóstenes só faz provocar as suspeitas
comentáriosA eleição de um novo governante para a França, e com uma linha de condução econômica divergente da anterior, representa uma mudança nos discursos europeus e abrirá no mínimo mais possibilidades de atuação
comentáriosÉ interessante o fato de uma universidade encontrar lá nos Estados Unidos o mesmo desafio que aqui no Brasil: como percorrer o caminho até a industrialização das ideias acadêmicas?
comentáriosCongresso em São Paulo busca responder qual o alcance jurídico da crise global, com temas palpitantes e que perpassam o momento do segundo semestre de 2008
comentáriosUma homenagem a todas as Marias mães meninas mulheres que vivem pelas ruas de nossas cidades
comentáriosChega dessa discussão polarizada, e imbecil, que separa a agricultura do meio ambiente. Uma não vive sem o outro
comentáriosPresidenta Dilma, tire da frente essa quizumba dualista de conflito de egos, entre o time dos ambientalistas versus a galera dos ruralistas, e mande os órgãos colocarem a mão na massa
comentáriosHá muitas pessoas que conseguem distorcer fatos e valores com belas palavras e uma sucessão de evidências plantadas quase verdadeiras por supostas provas de que o que se quer que pense seja tido por verdade
comentáriosUma mulher é espancada a cada cinco minutos no Brasil. Somadas as vítimas, mais de 40 milhões de brasileiras já foram atingidas pela violência doméstica
comentáriosPode parecer que, se é pra entrar sozinha nos dois maiores fóruns de discussão da propaganda, a Organização Jaime Câmara topa. Quando tem de dividir espaço com os concorrentes, o que é democrático e moderno, não
comentáriosToda CPI é cercada de uma margem imensa de imponderabilidade, sobretudo quando o objetivo de sua apreciação envolve personagens e instituições de grande importância política
comentários
A INTERNET É RUIM.... MAS, Walter Feldman é médico, deputado federal (PSDB-SP) e ex-secretário especial de Articulação para Grandes Eventos da Prefeitura de São Paulo... POR QUE VOU LER UMA BABOSEIRA DESTA?!!!
ERRATA: Exporta em média 1 BI por mês e não por dia. desculpe.
E para complementar, é uma inverdade a afirmação de que a OI diminuiu competitividade a telefonia e serviço de internet, todos que moram em SP são testemunhas de que a OI foi a primeira no mercado, a dar 20 minutos por dia "DE GRAÇA" em ligações locais e da mesma operadora. Ela ajudou e muito a reduzir os custos dos serviços ao consumidor final. E embora tenha preferência no Governo do PT, pois auxilia na democratização do acesso da população aos seus serviços, se não houvesse um bom gerenciamento, criação de novos produtos, qualidade e escala a mesma não estaria viva no mercado.
Sr. Feldman, ótimo artigo e levantamento de questão de supra importância para a operação do país em relação à internet em suas diversas facetas. Só gostaria de comentar alguns pontos do seu raciocínio: - A informação de que nossa internet é lenta, é relativa pois depende de fatores tecnológicos e não políticos como o senhor menciona, depende de quantidade e investimentos em poderosos servidores e uso de fibra ótica como cabo de conexão a internet que só são viáveis financeiramente, se houver mais investimento em pesquisas e produção em larga escala. E de fato, nossa internet é lenta se comparada ao Japão que investe muito mais em servidores, existem mais empresas operando o serviço e possuem 20 milhóes a mais de usuários que o Brasil, apesar da população ser bem menor, mas não acredito que a população acredite que sejamos o pior país em serviço de internet como seu artigo faz acreditar. Somos os 5o maiores usuários. - Desculpe, mas se "sacada brilhante" é inserção de cláusula que reveja a qualidade do negócio após 10 anos de operação, temos conceitos diferenciados do que seja genialidade na gestão pública. Genialidade é achar meios de aumentar o número de 78 milhões usuários, para o máximo possível, até que as populações ribeirinhas da Amazônia tenham acesso ao serviço e que gradativamente, otimizações sejam feitas em prol de sua qualidade. - De 11 anos para cá, o número de usuários cresce intensamente, com novos usuários da classe C e D utilizando internet através de lan houses e casas de amigos que já possuem a tecnologia em domicílio, ou adquirindo seus próprios computadores. Seu artigo é válido, mas culpar o PT por internet lenta é MUITA FORÇAÇÃO DE BARRA. E se fosse na gravidade que o senhor faz a acreditar, com certeza haveriam reflexos na produção e logística do país e nós não seríamos escolhidos para sediar 2 mega eventos nesta década, nem exportaríamos US$ 1 BI por dia, com internet ainda à engatinhar.
Deputado federal defende que pôquer seja praticado nas escolas como esporte O deputado federal Walter Feldman, entusiasta do pôquer, foi longe ao avaliar a modalidade, na última sexta-feira. Na abertura da etapa final do circuito latino-americano (LAPT, na sigla em inglês), o ex-secretário de esporte de São Paulo disse que o pôquer deveria chegar às escolas. “Eu falei no ano passado e isso gerou uma grande polêmica. E eu falo de novo. O pôquer deveria ser introduzido nas escolas. A queda do preconceito fará do pôquer um dos esportes mais importantes do país”, opinou Feldman, que tenta aproximar a prática do pôquer com a do xadrez, que já é praticado em clubes-escola da prefeitura de São Paulo. Mais que uma proposta, a declaração é uma manifestação de apoio de Feldman ao esporte. De volta a Brasília depois de um tempo em Londres, o ex-secretário paulistano diz que primeiro tem de inserir o pôquer na lista de temas a serem discutidos pelos deputados na Comissão de Turismo e Desporto da Câmara. Somente depois disso Feldman proporia algo mais concreto. A prioridade dos praticantes é regulamentar a atividade, com a implantação de um sistema de tributação específica para o pôquer, além de outras regras. O político foi convidado de honra da abertura do LAPT, que acontece até o fim do Carnaval em um hotel de São Paulo. Quando ainda era secretário, Feldman foi a Bahamas acompanhar um torneio de pôquer, comprou a briga da modalidade e costurou o acordo que levou a capital paulista a sediar o evento de abertura do circuito latino-americano, no ano passado. Agora, São Paulo recebe a etapa que encerra a quarta temporada do LAPT depois de o esporte ter sido reconhecido pela Associação Internacional de Esportes da Mente e de ter recebido o “aval” do Ministério do Esporte brasileiro. Para o deputado, o estigma de que se trata de um jogo de azar já ficou para trás. “Queria que a Poker Stars [patrocinadora do evento] convencesse Hollywood a fazer um novo filme de pôquer. Porque a imagem que a gente tem é por conta do cinema, com cassinos e mafiosos, e não é nada disso”, disse Feldman. Realizado paralelamente ao Carnaval, o evento trouxe para o país alguns nomes de destaque do esporte no mundo. Daniel Negreanu é o grande astro da festa. Dono de quatro vitórias no circuito mais importante do pôquer mundial, o canadense é o convidado de honra do LAPT. “Quero vir para cá há anos. Meus amigos brasileiros falam muito bem do país quando vão a Las Vegas jogar. Sei que aqui tem mulheres lindas. quero ver vocês no Carnaval”, disse Negreanu, em sua breve apresentação. Ao todo, 340 pessoas, entre jogadores amadores e profissionais, estão na disputa pelo prêmio principal, que será decidido na próxima segunda. Link: http://esporte.uol.com.br/ultimas-noticias/2012/02/18/deputado-federal-defende-que-poquer-seja-ensinado-nas-escolas-como-esporte.htm
Senhor Walter Feldman, o fato de sua pessoa estar perguntando o por quê de nossa internet ser ruim indica claramente a melhor resposta para sua pergunta! Pura incompetência, falta de coragem, falta de espírito patriótico juntos com um corporativismo sem limites de toda classe política brasileira e seus partidos que apenas defendem seus próprios interesses; Um corja infinita de fidalgos apoiados num sistema político de mentira que sempre colocou o cidadão em último lugar, em nome de uma governabilidade volta para elites! Caia na real! Faça uma pergunta mais inteligente na próxima vez! Um político perguntando por algo pela qual que ele e seu partido deveriam ter se preocupado antes e nada fizeram é muito cinismo! ARGHHHHHHHHHH !
Quintela, novamente PRIVATARIA... Cara assume q vc é pago pelo PT para postar isto.... Este site ta cada dia pior... Turminha do PT enchendo o saco !!!
É muita cara de pau!!! Um politico tucano falar mal das telecomunicações! Pergunte a FHC e ao Serra que comandara a PRIVATARIA, fala com o Amaury Jr. que escreveu a PRIVATARIA TUCANA... mas vc é cara de pau mesmo! Vc sabe onde foram parar os 80 bilhões das privatizações...
Eu até gosto do Waltinho, meu companheiro de colégio, mas, depois que ele foi para Londres, nomeado (e muito bem remunerado) pelo Kassab como "Secretário especial de Articulação para Grandes Eventos da Prefeitura de São Paulo", às nossas custas, para "avaliar" os preparativos para as Olimpíadas de Londres, ficou mal na fita. Acaso as Olimpíadas-2016 serão em São Paulo? Duro de explicar, né, Feldman?!
De fato a privatização foi uma droga, mas e a que o deputado falou, a pós-privatização, foi uma droga maior.
Paulo, se vc leu o texto ele vai fazer cobranças, buscar soluções para reduzir o custo, ou vc está satisfeito com o que paga na conta de celular e com a velocidade da sua internet?
A internet é uma porcaria pq nenhum governo deu incentivo as pequenas e médias empresas do setor de telecom a investirem. Hoje é praticamente impossível entrar no setor devido ao protecionismo privado que foi criado emm 1998. Infelizmente estamos nas mãos de cartéis privados de três ou 4 empresas que cobram a mesma coisa e não deixam demais entrarem no setor, o mesmo acontece com os celulares. E mais ainda, na época da PRIVATARIA as empresas foram "doadas a custo de bananas" e ainda o FHC emprestou $$$ do BNDES para que os novos donos pudessem ganhar rios de dinheiro. Sinceramente, conta outra, pq tua estória não me convence e não convence os demais que leram seu artigo.
Poxa, queria ler um texto sobre a qualidade da internet, não um de ataques ao PT. Para isso eu fico no Twitter. Mas o texto mostra exatamente quais são as prioridades dos políticos brasileiros: atacar uns aos outros. Resolução de problemas é uma questão menor.
É porque a privatização feita foi nas cochas, hoje quem paga essa porcaria somos nós.
Não sou petista e também não aceito um tipo de crítica dessa feita logo por um psdbista. PSDB privatizou e governa o maior estado do país (em recursos) e será que em SP tem a melhor internet? Sem essa meu caro Feldman. Procure voltar para seu consultório antes que esqueça de vez o nobre exercício da medicina.
Uééé! Quer saber por que a ANATEL é tão boazinha com as operadoras que deveria fiscalizar? Frequente regularmente o restaurante Dom Francisco, no setor de clubes de Brasilia. Você poderá vê-los por lá quase toda quarta-feira: os "fiscais" da ANATEL e os diretores "fiscalizados" das operadoras, bebndo vinho e dando muitas gargalhadas juntos; sempre juntos...