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Polícia e política
A pacificação do Rio começa a esvaziar o discurso da "tropa de elite"
Nas ruas do Rio de Janeiro, principal vitrine do Carnaval brasileiro, o clima é de paz e alegria. Os cariocas estão felizes e nunca tantos turistas internacionais visitaram a cidade, orgulhosa da pacificação e das suas UPPs, deixando um rastro de bilhões na economia. É um ambiente de festa, mas que esteve ameaçado por uma greve de policiais e bombeiros, rapidamente esmagada pela ação do governador Sérgio Cabral. Em menos de 48 horas, os líderes do movimento foram presos, a Assembleia do Rio de Janeiro aprovou, por 60 votos a um, o aumento salarial para agentes da área de segurança e foi ainda possível desmascarar a natureza política da greve. Em vídeo, o bombeiro Benevenuto Daciolo, que hoje está preso, incitava o “Fora, Cabral”, fosse qual fosse o aumento dos bombeiros. Além disso, articulava seus próximos passos com o ex-governador Anthony Garotinho, do PR, e com a deputada Janira Rocha, do PSOL, partido que aposta suas fichas no deputado Marcelo Freixo, pré-candidato à Prefeitura do Rio.
Garotinho, Freixo, Janira, Daciolo e algumas outras lideranças fazem parte de uma “tropa de elite” desastrada, que não se conforma com o sucesso da política de segurança do Rio de Janeiro. No ano passado, quando um quartel dos bombeiros foi invadido, essa turma vislumbrou a oportunidade de apostar na desordem. Cabral, que errou ao adjetivar e chamar os bombeiros de “vândalos” e “irresponsáveis”, viveu naquela crise seu pior momento, enquanto Garotinho, no Congresso, se tornava o grande articulador da PEC 300, que equipararia os salários dos policiais de todos os Estados aos do Distrito Federal. Desta vez, no entanto, o governador do Rio já estava vacinado. Cancelou uma ida à Europa, montou uma sala de guerra no Palácio, obteve provas da politização da greve e, simplesmente, agiu. O resultado? Um Carnaval de paz e tranquilidade no Rio.
Esse ambiente traz consequências políticas. E é isso que aproxima estilos de ação política aparentemente tão distantes quanto o populismo de um Anthony Garotinho e o salvacionismo de um Marcelo Freixo – para quem não sabe, foi ele quem inspirou o personagem Diogo Fraga, o professor idealista que combatia as milícias no filme “Tropa de Elite”. Há alguns meses, Freixo anunciou que viveria no exílio por se sentir ameaçado de morte e a população nem se deu conta. Tanto que ele já voltou. Num Rio de paz, o discurso da insegurança vem sendo esvaziado. Dificilmente renderá votos em 2012 ou em 2014. Se quiserem chegar ao poder, que lutem com outras armas e argumentos.
Ao menos, o episódio do Rio serviu para escancarar o caráter político dessas movimentações. E isso já foi detectado também no Distrito Federal, onde os policiais militares, que recebem os melhores salários do País, decretaram estado de greve. Por trás dessa movimentação, é possível enxergar as digitais do ex-senador Alberto Fraga, que tem fortes vínculos com a área de segurança. Espera-se que, em Brasília, o governador Agnelo Queiroz siga o exemplo de Sérgio Cabral.
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Opinião
A CPMI do Cachoeira tem tudo para investigar a fundo uma organização criminosa de enorme capilaridade, mas a maioria que a compõe insiste em virar as costas para a sociedade
comentáriosQuem estava na linha 3-Vermelha viveu situação semelhante a atentado terrorista
comentáriosSerá que já não há espaço para o candidato que faz campanha exclusivamente com base na defesa de princípios e valores, sem comprar votos ou se prestar a ser lobista de grupos específicos?
comentáriosE é claro que Veja sabia quem era Carlinhos Cachoeira, a natureza de seus negócios, quem eram seus arapongas criminosos, quem era o senador Demóstenes Torres
comentáriosO governo brasileiro erra ao praticar intervenções sem limites nas estatais. As ações não deveriam ocorrer de modo desenfreado, deixando de lado aspectos como a eficiência e a eficácia
comentáriosSeguindo um perfil de busca por uma gestão centrada no conhecimento técnico, a presidente está prestes a tomar uma relevante decisão: aliar a esse requisito a moralidade
comentáriosA saída da Grécia da zona do euro pode tornar-se um estudo de caso por mostrar como todos os atores ajudaram no desastre
comentáriosEnquanto a investigação sobre Carlos Cachoeira ferve no Congresso Nacional, a da arapongagem definha em Brasília
comentáriosAcusar os críticos quando há versões desencontradas sobre a não apresentação de denúncia contra Demóstenes só faz provocar as suspeitas
comentáriosA eleição de um novo governante para a França, e com uma linha de condução econômica divergente da anterior, representa uma mudança nos discursos europeus e abrirá no mínimo mais possibilidades de atuação
comentáriosÉ interessante o fato de uma universidade encontrar lá nos Estados Unidos o mesmo desafio que aqui no Brasil: como percorrer o caminho até a industrialização das ideias acadêmicas?
comentáriosCongresso em São Paulo busca responder qual o alcance jurídico da crise global, com temas palpitantes e que perpassam o momento do segundo semestre de 2008
comentáriosUma homenagem a todas as Marias mães meninas mulheres que vivem pelas ruas de nossas cidades
comentáriosChega dessa discussão polarizada, e imbecil, que separa a agricultura do meio ambiente. Uma não vive sem o outro
comentáriosPresidenta Dilma, tire da frente essa quizumba dualista de conflito de egos, entre o time dos ambientalistas versus a galera dos ruralistas, e mande os órgãos colocarem a mão na massa
comentáriosHá muitas pessoas que conseguem distorcer fatos e valores com belas palavras e uma sucessão de evidências plantadas quase verdadeiras por supostas provas de que o que se quer que pense seja tido por verdade
comentáriosUma mulher é espancada a cada cinco minutos no Brasil. Somadas as vítimas, mais de 40 milhões de brasileiras já foram atingidas pela violência doméstica
comentáriosPode parecer que, se é pra entrar sozinha nos dois maiores fóruns de discussão da propaganda, a Organização Jaime Câmara topa. Quando tem de dividir espaço com os concorrentes, o que é democrático e moderno, não
comentáriosToda CPI é cercada de uma margem imensa de imponderabilidade, sobretudo quando o objetivo de sua apreciação envolve personagens e instituições de grande importância política
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O texto me gnahou ja no Big Bang Theory que e sensacional. Se lembram que o filho do Zico tocava o So no Sapatinho ?Os maiores escandalos politicos/roubalheiras no Brasil acontecerao entre 2013 e 2015.
Attuch. Venho percebendo que em todos os seus artigos sobre seguranca voce coloca sempre as instituicoes policiais como meras pecas de um jogo politico. As coisas nao sao assim como voce divulga. 99% dos policiais nao estao envolvidos com politica. Eles so querem melhor remuneracao e condicoes de trabalho para uma profissao extremamente arriscada. E', no minimo hipocrisia da sua parte tentar sempre afirmar manobras politicas dentro das greves das policiais. Quando estudante de Ciencias Socias recordo de um texto que li na universidade. Relatava a historia veridica de um jornalista ingles que vivia a criticar a Scotland Yard. O Chefe de Policia Britanico lancou um desafio a esse jornalista. Torne-se um policial e depois de um tempo continue a escrever no seu jornal. O desafio foi aceito. Depois de alguns anos o jornalista demitiu-se da policia e voltou a escrever, agora com uma visao totalmente diferente. Lanco-lhe o mesmo desafio.
Alberto Fraga pertencia à bancada da bala, ligado aos piores grupos políticos de Brasília, amigo de primeira hora de arruda, com um currículo desses não me espanta estar ele a insuflar os policiais.
Attuch, por quê o senhor não escreve logo: "se há governo do PT, eu não falarei mal!" Pelo menos falaria a verdade, tu não és imparcial, pelo contrário!
Copiado do blog do servidor público - correio brasiliense Quarta-feira, 08 de fevereiro de 2012 11:55 am "Governo teme retaliação O Palácio do Planalto está preocupado com uma retaliação dos líderes partidários. A presidente Dilma Rousseff já avisou que, nas eleições municipais, não pretende entrar nas cidades em que o PT e o PMDB estiverem em palanques opostos. Se quiserem, os candidatos terão de lutar pelo apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Agora, o governo teme que os parlamentares votem projetos contrários aos seus interesses e causem rombos nos cofres públicos. Entre eles, a PEC 300, que estabelece um piso único para policiais e bombeiros no Brasil. Sozinha, ela tem um impacto calculado em R$ 43 bilhões para a União e outros R$ 33 bilhões para os estados. Com a greve dos policiais na Bahia e o risco de ela se alastrar para outros estados, a pressão é ainda maior. " Vejam como a PEC 300 virou moeda de troca entre o Governo Federal(representado pelos altos escalões do Planalto Central e altas lideranças do PT na Camará federal e no Senado) e candidatos a prefeitos prefeitos e vereadores na próxima eleição municipal. Adwnais, acrescente-se que neste jogo,ABSURDAMENTE, entra atores protagonistas do Poder Judiciário como o juiz que negou o direito de greve aos policiais do estado do Paraná que repercute no meu comentário da seguinte forma "Justiça do Paraná manda policiais comerem brioches com o salário de fome que ganham, mas greve nem pensar .É o prenuncio do estado de exceção"- Operação-padrão dos policiais nas delegacias também está proibida.Para TJ, greve às vésperas do Carnaval representa risco à segurança. Depois querem que a greve não tome rumos políticos. 0 difícil, neste cenário desenhado pela PEC 300,é a avaliação baseada na relação de causa e efeito,cujos atos de oficio praticados pelos policiais são atos políticos lato senso. Este reconhecimento de que toda ação policial tem força de persuasão social, que por sua vez,imprime senso de natureza política no cidadão, que por sua vez repercute em juízo de valor do modo de governar do partido que ganhou as eleições. Logo, a conscientização da importância política do trabalho do policial é fundamental na luta da votação e aprovação da PEC 300.
No minimo, o artigo não respeita a opinião do povo do Rio de janeiro, que prefere bons hospitais escolas e segurança pública de qualidade a ter estádios de futebol construídos em cima de planilhas superfaturadas.No Rio de Janeiro existe uma polícia que luta com as armas da dignidade da greve porque recebe um salário de fome. Leonardo Attuch, pelo teor tendencioso e fisiológico de seu artigo desconhece a geografia criminal do RJ e não sabe quais os vetores políticos que ganham com a corrupção e com a exploração política da falta de segurança pública no Rio de Janeiro. Dizer que a greve foi politizada é querer que a policia ,sem ter uma resposta de dignidade nos seus contracheques,seja tratada como massa de manobra eleitoral do Governo do sr Sergio Cabral e do Governo Federal,que por sua vez não quer ver votada a PEC 300.
Leonardo Attuch, não sei que tipo de fonte de informações você acessa para dizer que o Rio de Janeiro é só paz. Tudo leva a crer que você torce contra o movimento dos policiais e contra qualquer greve do funcionalismo público. Dizer que movimento grevista tem que ser apolítico mostra que o sr. Leonardo Attuch não tem conhecimento de causa de Direito Político e Teoria Geral do Estado.Seria de bom alvitre que o sr. Leonardo estudasse o capitulo do livro do P. Bonavides que ensina sobre Grupos de Pressão. A sua fala é de um puxa-saco desse governo petista, que quer sediar a Copa às custas da miséria do povo brasileiro. Para tanto,o Governo estadual do RJ e o prefeito do Rio,principais aliados do Governo federal nesta empreitada,veem TENTANDO transformar em massa de manobra o comando da policia do RJ,em que pese o fato de a policia do RJ ser a mais mal paga do Brasil. O artigo do sr. Leonardo Attuch é manipulador porque não mostra a realidade social do Rio de Janeiro. De plano, as UPP's são só para inglês ver. No mínimo, você não conhece o povo do Rio de Janeiro, que apoiou a greve da policia em todos os municípios, principalmente, na capital. No minimo, o artigo não respeita a opinião do povo do Rio de janeiro, que prefere bons hospitais escolas e segurança pública de qualidade do estádios de futebol. No Rio de Janeiro existe uma polícia que luta com as armas da dignidade da greve porque recebe um salário de fome. Leonardo Attuch, pelo teor tendencioso e fisiológico de seu artigo desconhece a geografia criminal do RJ e não sabe quais os vetores políticos que ganham com a corrupção e com a exploração política da falta de segurança pública no Rio de Janeiro. Dizer que a greve foi politizada é querer que a policia ,sem uma resposta de dignidade,seja tratada como massa de manobra eleitoral do Governo do sr Sergio Cabral e do Governo Federal,que não quer ver votada a PEC 300. Gravíssimo foi o flagrante que mostrou o terrorismo de estado praticado pelo Governador, que entrou em desespero de causa com a greve dos policiais. Os atos de arbítrio praticados por Sergio Cabral lembraram os atos praticados pelos ditadores no tempo de Golpe de 64, consubstanciados nas medidas de autoritarismo qdo o governo do Rio de Janeiro apelou para o Estado de exceção,pois fez prisões sem ordem judicial,com o agravante de colocar chefes de famílias trabalhadores preso no Bangu 1. Enquanto isso, os assassinos da Juiza Patricia Acioli gozavam a mordomia de uma prisão do quartel. O Governador do RJ usou de terrorismo de Estado para intimidar os grevistas. Em nenhum lugar vi grevista ter tratamento diferenciado com requinte de crueldade como no Governo de Sergio Cabral- diga-se de passagem - muito pior do que o tratamento privilegiado dado aos assassinos de uma magistrada.