Opinião

O desfile de domingo

Há dias rola na quadra da Globo os ensaios para o desfile de domingo. A bateria começou a bater no PT desde a sexta-feira passada, durante o circo midiático armado numa parceria Moro/PF/rede Globo

Há dias rola na quadra da Globo os ensaios para o desfile de domingo. A bateria começou a bater no PT desde a sexta-feira passada, durante o circo midiático armado numa parceria Moro/PF/rede Globo. Até o JN do sábado a batucada vai ser essa, convocando os foliões para a farra do dia 13.

Abrindo o desfile, o mestre-sala Aecioporto, portando a bandeira de três delações na Lavajato.

Na Comissão de Frente, Alckmin vai fantasiado de superfaturamento da merenda escolar, Zé Agripino desfila enrolado no estandarte da propina de 1 milhão e Paulinho da Força vai exaltar na avenida os desvios do BNDES, abraçado com seu amigo Eduardo 5 Mi Cunha.

No carro alegórico da Privataria vamos ter muito samba-no-pé, com Serra e sua filha Verônica.

O samba-enredo, “Ética na Política”, vai ser puxado pelo sambista Cássio da Borborema e no comando da bateria, exibindo o brasão da R F, a rede Globo faz uma homenagem à sonegação de 615 milhões.

Puxando a ala dos coxinhas, com fantasia cheia de estrelas e alegorias, o ‘general’ Bolsonaro.

E fechando o desfile, o passista FHC sambando ao som da música “Compra de Votos para a Reeleição”.

À noite, no Fantástico, a apoteose do maior desfile já ocorrido em terras brasileiras, desde a “Marcha dos 100 mil,” que em 1964 jogou o país nas trevas da ditadura militar.

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