Opinião

Pit-stop

A condenação de Trump não influenciará o resultado das eleições. Ela é uma pausa e servirá para concretizar a candidatura e a vitória do líder republicano

Donald Trump
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Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, ganhou o que precisava para crescer eleitoralmente, a condenação jurídica. Até a estátua da Liberdade sabe que ele, atual dono do partido Republicano, vem, desde 2016, apostando e depois dobrando a aposta no que diz respeito ao extremismo. Trump não perde oportunidade de radicalizar. Ele já xingou Barack Obama, Hilary Clinton, Joe Biden e família diversas vezes. Para Trump, pessoas que sonham com o retorno dos estados confederados são “gente de bem”. E, agora, após o julgamento, Trump resumiu todos os seus crimes oferecendo conotação religiosa e moral. Disse a imprensa nova-iorquina que a sua condenação é coisa do “diabo”.

Para além da sensível ajuda de seu mentor, Steve Bennon, por mais incrível que pareça, Trump tem faro político. Ele, em seu discurso, usou os principais temas que mexem com os corações e mentes dos eleitores estadunidenses. Primeiro, imigração. O ex-presidente sabe que a sua “Cruzada” contra a entrada de latino-americanos em território estadunidense por acessos ilegais rende votos. Assim, então, disse algo como “os EUA não pode permitir que pessoas indesejáveis  entrem no país”. A corrupção foi a segunda seara abordada. Trump quer fazer crer que a corrupção, sob Biden, tomou conta da nação. Por último, ele fez uso de coisa que impacta diretamente o cotidiano da população, a dificuldade de consumo de itens fundamentais. Apesar de os índices econômicos estarem relativamente bons com Biden, a pobreza é crescente. 

Donald Trump é negacionista científico, climático de carteirinha. Pode se dizer que ele é o maior bufão global do assunto. Muito bem. O eleitorado crescente do ex-presidente abraça o discurso porque prefere pagar menos para encher o tanque de seu carro a incentivar que o governo gaste milhões (dinheiro do contribuinte) em uma nova matriz energética.

Joe Biden, por outro lado, aparentemente não tem condições físicas gerais de conduzir o país. Ele não conseguiu mudar de fato a vida da comunidade negra, pobre e imigrante nos EUA. Pessoas negras continuam sendo fortemente afetadas pelo racismo, principalmente policial. Gente pobre deixou de sentir esperança, a vida está difícil e cara. Os imigrantes estão jogados a própria sorte, como no governo Trump. 

Para finalizar, a esquerda no interior do partido Democrata também está descrente do governo. Biden obteve apoio de Alexandria Ocasio-Cortez, por exemplo, para desenvolver o que foi prometido em campanha e não, não mesmo,  por Biden ser quem é. Mas a pá de cal sobre a gestão Biden virá devido ao seu apoio incondicional ao Sionismo. O eleitorado jovem não irá perdoá-lo. Em outros termos, como a condenação judicial de Trump não o torna inelegível, os Estados Unidos continuarão a disseminar por todo o mundo a sua ideologia imperialista.

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Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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