Opinião

Resistir é preciso!

Em que pese a energia e a altivez política da direção da UFMG é preciso ter claro que essa sanha não irá parar! Aliás, nada indica ou aponta que haverá trégua nessa perseguição; pelo menos, por enquanto não. Sou capaz de apostar que essa ferocidade contra servidores públicos sempre acusados, é claro, de “mamatas e…

Em que pese a energia e a altivez política da direção da UFMG é preciso ter claro que essa sanha não irá parar! Aliás, nada indica ou aponta que haverá trégua nessa perseguição; pelo menos, por enquanto não. Sou capaz de apostar que essa ferocidade contra servidores públicos sempre acusados, é claro, de "mamatas e boquinhas" seguirá intermitente até, pelo menos, as ainda incertas eleições do ano que vem
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Uma ação destemperada e desproporcional enfiou o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) na cadeia; sem provas substantivas de culpa, o reitor fora publicamente constrangido, humilhado e apartado. Nada restou ao professor Cancelier senão a autoimolação como saída política. Um bofetão nos destemperos da polícia federal!

Ainda ontem, essa mesma polícia invadiu a Universidade Federal de Minas Gerais e em mais um arroubo leva o reitor e toda a sua assessoria; a resposta, no entanto, fora diferente. O reitor da UFMG sem abrir mão do rito e da importância de suas funções fez da cinematografia policialesca um ato político em plena defesa da democracia.

“A UFMG não se intimida”! disse em boa voz, o reitor mineiro. Mas, venhamos e convenhamos, os espaços universitários sempre foram alvos privilegiados das ditaduras brasileiras; nos particulares desta ditadura não poderia ser diferente.

Em que pese a energia e a altivez política da direção da UFMG é preciso ter claro que essa sanha não irá parar! Aliás, nada indica ou aponta que haverá trégua nessa perseguição; pelo menos, por enquanto não. Sou capaz de apostar que essa ferocidade contra servidores públicos sempre acusados, é claro, de “mamatas e boquinhas” seguirá intermitente até, pelo menos, as ainda incertas eleições do ano que vem.

As razões são simples! Poucos foram os setores mais beneficiados pelo neodesenvolvimentismo lulista do que as universidades. As expansões foram notáveis e evidentes, a inclusão de jovens no ensino universitário brasileiro no período em questão fora a maior do mundo.

A cena de trogloditas armados “acompanhando” professores sérios e respeitados da Federal de Minas é emblemática para esse tempo atroz e que estamos vivendo.

De qualquer feita, as universidades do país devem se preparar contra os atentados às suas institucionalidades, aos seus cotidianos e processos internos e externos. A “regra um” é montar time; depois definir estratégia; fazer ensaios e; em seguida; ir a campo.

Contar pra todo mundo! Politizar a sociedade; defender a educação pública, gratuita, laica e de qualidade. Denunciar o golpe; da mesma forma, essa polícia política, de direita e golpista; converter cada espaço, departamento ou programa das universidades em territórios pulsantes e de vida política em favor da democracia e do Brasil; tudo deve denunciar e conspirar contra o golpe.

O movimento estudantil deve levar esse debate aos centros e diretórios acadêmicos, as paredes das universidades por fim, devem gritar e muito alto! Que nada silencie e que tudo desperte para essa luta! Essa é resistência fundamental!

Resistir é, finalmente, dever ético, moral e político em favor da universidade brasileira.

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Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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