Aécio questiona custo da refinaria Abreu e Lima

Gastos com a construção da refinaria do Complexo de Suape, na Região Metropolitana do Recife, entraram na alça de mira do PSDB; o presidenciável do PSDB, Aécio Neves, criticou, pelo Facebook, os altos custos do projeto que está sendo instalado em Pernambuco pela Petrobras; tucano se refere à construção como “uma farra de aditivos” e…

Gastos com a construção da refinaria do Complexo de Suape, na Região Metropolitana do Recife, entraram na alça de mira do PSDB; o presidenciável do PSDB, Aécio Neves, criticou, pelo Facebook, os altos custos do projeto que está sendo instalado em Pernambuco pela Petrobras; tucano se refere à construção como "uma farra de aditivos" e ressalta que os custos cresceram 770% após a realização de 141 mudanças no contrato original; refinaria tinha custo inicial estimado em US$ 2,5 bilhões; atualmente este valor chega a US$ 18,5 bilhões
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Pernambuco 247 – Os custos de construção da Refinaria do Nordeste Abreu e Lima (Rnest), no Complexo Industrial e Portuário de Suape, na Região Metropolitana do Recife, entraram na alça de mira do PSDB. O presidenciável tucano, Aécio Neves, utilizou a sua página pessoal no Facebook para criticar os altos custos do projeto que está sendo instalado em Pernambuco pela Petrobras. No post, que utiliza a hashtag #BrasilReal, empregada pelo PSDB para rebater os anúncios positivos feitos pelo governo da presidente Dilma Rousseff (PT), Aécio se refere a construção da Rnest como sendo “uma farra de aditivos”. Segundo a postagem, os custos cresceram 770% após a realização de 141mudanças no contrato original.

As críticas em relação à construção da Rnest ganharam corpo nos últimos meses após a sua inclusão na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que que investiga a suspeita de irregularidades em diversos contratos e projetos realizados pela Petrobras. No caso da Refinaria Abreu e Lima, que quando entrar em plena operação, em 2015, terá capacidade para processar até 230 mil barris o custo estimado originalmente era da ordem de US$ 2,5 bilhões. Atualmente este valor chega a US$ 18,5 bilhões.

De acordo com a própria presidente da estatal, Graça Foster,o primeiro valor previsto, de US$ 2,4 bilhões, não poderia ser efetivamente aplicado por abranger apenas uma etapa preliminar da refinaria. Segundo ela disse em depoimento à CPI da Petrobras, no início de junho, o custo inicial da Refinaria era estimado em US$ 13,4 bilhões. Na segunda etapa do processo este valor subiu para US$ 15 bilhões e posteriormente foi elevado para US$ 18,5 bilhões. A construção, que registra três anos de atraso para a sua conclusão, tem 87% de execução física e 84% de execução financeira.

Apesar do atraso e do custo maior do que o previsto, Graça defendeu a unidade pernambucana e afirmou que a Rnest nunca deu prejuízos para a Petrobras. De acordo com a presidente da estatal os estudos de viabilidade da refinaria foram aprovados antes dos investimentos serem feitos. “Todas as fases de construção da Rnest tiveram estudos de viabilidade técnica e econômica”, declarou na ocasião. Outro fator que teria influenciado no aumento dos custos da Rnest, foi a saída da estatal venezuelana de petróleo, PDVSA, do projeto. Inicialmente, a PDVSA havia assumido o compromisso de tornar-se sócia do projeto, algo que acabou não se concretizando e acabou por levar a Petrobras a bancar sozinha todo o projeto.

A inclusão da Refinaria Abreu e Lima na CPI da Petrobras foi vista por muitos como uma forma de retaliação contra o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos. A investigação, segundo muitos analistas e integrantes do próprio PSB teria como objetivo encontrar indícios do envolvimento do PSB em irregularidades, o que poderia complicar a campanha presidencial de Campos.

Nesta linha, a postagem de Aécio chega a Campos por via indireta. A relação entre PSDB e PSB está estremecida desde que a vice na chapa de Campos, a ex-senadora Marina Silva, teceu duras crítica contra qualquer aliança com o partido tucano. Vale ressaltar que no início do ano, Campos e Aécio teriam firmado um acordo onde não se engalfinhariam diretamente em Pernambuco e em Minas Gerais, redutos eleitorais de ambos os pré-candidatos. O acordo teria sido rompido pelo PSB, que optou por ter candidatura própria em Minas.

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