AL é 3º do NE em mortes de trânsito

Técnicos da Saúde, representantes dos órgãos de trânsito, universitários e educadores reúnem-se, durante esta quinta-feira (21), no auditório do Maceió Mar Hotel, na Ponta Verde, para o IV Fórum Alagoano sobre Trânsito e Qualidade de Vida. O objetivo do encontro é discutir alternativas que melhorem o trânsito na capital e no interior de Alagoas. Segundo…

Técnicos da Saúde, representantes dos órgãos de trânsito, universitários e educadores reúnem-se, durante esta quinta-feira (21), no auditório do Maceió Mar Hotel, na Ponta Verde, para o IV Fórum Alagoano sobre Trânsito e Qualidade de Vida. O objetivo do encontro é discutir alternativas que melhorem o trânsito na capital e no interior de Alagoas. Segundo dados apresentados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Alagoas é o terceiro estado do Nordeste que apresenta a maior taxa de mortalidade por acidentes.
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Alagoas247 – Segundo informações da superintendente de Vigilância em Saúde, Sandra Canuto, o estado detém, atualmente, a taxa de 25,6 mortos/100 mil habitantes. Sobre acidentes relacionados a motocicletas, Arapiraca é a 7ª cidade do País com a maior taxa de mortalidade, conforme aponta o Mapa da Violência de 2012. Para Sandra, é necessário intensificar a fiscalização no trânsito, potencializar a sinalização das rodovias, reestruturar as vias e implementar educação de trânsito nas escolas.

“A secretaria recebe, todo ano, duzentos e cinquenta mil reais para aplicar em ações. Agora, estamos indo além, implantando um sistema de informação – com previsão para dezembro – que una todos os dados dos órgãos e secretarias envolvidos no binômio saúde/trânsito. Porém, falta investimento em políticas públicas”, ponderou a superintendente, citando que, ao longo da semana, será elaborada uma carta de intenções e entregue aos gestores municipais e estaduais, contendo possíveis alternativas que reduzam transtornos provocados pelo trânsito no estado.

Um dos palestrantes do evento, o especialista em Medicina do Trânsito Fernando Moreira, admitiu acerca da necessidade de se fiscalizar veículos, principalmente motos, tendo em vista a desobediência por parte de condutores que não usam, sequer, o capacete, causando acidentes e, ao mesmo tempo, tornando-se vítimas fatais. Um exemplo citado por ele é a forma como é interpretado o uso das cinquentinhas, que devem conter placa e o condutor ser maior de 18 anos e possuir a Autorização para Conduzir Ciclomotores (ACC).

“Vim trazer uma mensagem de mudança de cultura e chamar a atenção dos envolvidos no processo para os números alarmantes. No País, 44 mil pessoas morrem em ocorrências e 500 mil ficam feridas. Em primeiro lugar, precisamos reduzir a mortalidade, depois, promover a cultura de segurança para o dia a dia e, por fim, provocar a administração pública para que mostre vontade política e invista maciçamente. Temos que trabalhar gestão, preservação dos usuários vulneráveis (idosos, pedestres, ciclistas), atendimento hospitalar, adequação das vias e educação dos usuários”, explicou Fernando.

Com gazetaweb.com

 

 

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