Ceará 247 – O ex-governador Cid Gomes está propondo que a coligação para a reeleição do governador Camilo Santana lance apenas um candidato ao Senado, para evitar subir em palanque com o senador Eunício Oliveira (PMDB), mas deixar o caminho livre para a reeleição do parlamentar.
A posição de Cid Gomes foi externada ontem, em declarações à imprensa, após a missa que marcou o aniversário de 50 anos do governador Camilo Santana. A missa foi acompanhada pelos irmãos Cid e Ciro Gomes e pelo senador Eunício Oliveira, que se postaram em lados opostos. Outras lideranças do PMBD e do PT também acompanharam a celebração, entre elas o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Zezinho Albuquerque (PDT), o prefeito Roberto Cláudio(PDT) e o ex-vice-prefeito de Fortaleza, Gaudência Lucena (PMDB), sentados lado à lado.
Pelo PT, estavam presentes o deputado federal José Guimarães, o secretário de Desenvolvimento Agrário, Fco. de Assis Diniz, o deputado estadual Dedé Teixeira e o vereador de Fortaleza e presidente do PT municipal, Acrísio Sena. O presidente estadual do partido, deputado estadual Moisés Braz estava em viagem ao interior e não compareceu à missa.
A aproximação de Camilo Santana com Eunício Oliveira se de um lado poderia ajudar na reeleição, esvaziando o bloco de oposição, por outro lado, cria muitos problemas com o PT, partido do governador, que tem muitas dificuldades de abrir mão da vaga ao senado, hoje ocupada pelo senador José Pimentel.
O PT tem realizado várias conversas entre as diversas correntes, mas a resistência a uma aliança com Eunício, que foi uma das peças mais importantes na articulação do golpe que derrubou a presidenta Dilma Rousseff, é muito forte e o pragmatismo eleitoral ainda não convenceu grande parte das lideranças. O partido só discutirá oficialmente o assunto, em julho, quando da realização do Encontro Estadual de Tática Eleitoral, instância que decide o arco de alianças e as coligações para 2018.
Publicamente, o partido evita tratar do assunto, mas no último evento em defesa do presidente Lula, no dia 2 de junho, várias lideranças defenderam que o PT não abra da mão da vaga ao senado, o que inviabilizaria a aliança branca proposta por Cid Gomes.
Camilo também manteve conversas, há poucos dias, com os parlamentares e outras lideranças do PT, mas não conseguiu fechar o apoio à aliança com Eunício.
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