Goiás 247 – No segundo debate que participou durante toda a campanha eleitoral, nesta quinta-feira, 29, na TV Anhanguera, Iris Rezende (PMDB) conseguiu passar todo o tempo sem responder a nenhuma pergunta formulada por seus adversários e ainda disse que “é homem de prometer e não cumprir”.
O peemedebista só falou de suas realizações do passado, mesmo quando questionado objetivamente sobre projetos para o futuro de Goiânia. Ele estourou o tempo logo na primeira pergunta e foi interrompido pelo mediador interrompe, e, mesmo assim, continuou falando.
Iris disse “lá nos anos 60” ao comentar sobre habitação e ainda falou do Parque Mutirama e, mais uma vez, não respondeu o que faria em uma possível administração. “Não sou soberbo, sou uma criatura humilde”, tentou amenizar ao ser apertado pelos adversários.
O candidato do PMDB admitiu que não quis trazer indústrias para Goiânia e que ama Senador Canedo. Vanderlan Cardoso, que já foi prefeito da cidade vizinha à capital, lembrou que Iris sempre fala que deve tanto a Goiânia, porque não fez pela cidade o que deveria e sim para o resto do Estado.
“Os municípios da região metropolitana deixaram de lado as políticas velhas para buscar o crescimento, o que Iris não trouxe para Goiânia enquanto foi prefeito”, comentou Vanderlan.
Iris disse que não aceita emporcalhar uma cidade com indústria, mas se esquece que, com tecnologia, é possível investir no desenvolvimento e foi lembrado pelo candidato do PSB que vários setores podem gerar emprego sem poluir o meio ambiente .
Francisco Júnior, que normalmente faz o papel de bom moço nos debates, colocou, indiretamente, uma questão delicada para ao ex-prefeito, a proposta de seu vice, Major Araújo (PRP) de financiar a compra de armas pela população. Dessa vez, Iris não se irritou com o assunto e disse que arma deve ser privativa de policiais, discordando de seu próprio vice.
Já o delegado Waldir ironizou que a última pergunta de Iris, mais uma vez, não foi feita e ele ficou sem entender o que deveria responder. Precisou da ajuda do mediador para ficar claro que estava falando de finanças públicas.
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