Alagoas247 – Após pedido feito pelo Ministério Público Estadual (MPE), o juiz Ney Alcântara – da Vara da Infância e da Juventude – decidiu, nesta terça-feira (23), pela interdição do prédio da Unidade de Internação de Jovens e Adultos (Uija), no Tabuleiro do Martins, em Maceió, de onde escaparam dezoito socioeducandos na madrugada da última quinta-feira (18).
Segundo o magistrado, a unidade não dispõe de nenhum estrutura para abrigar socioeducandos, motivo pelo qual considera a interdição necessária, devido às condições do prédio a que estão submetidos os jovens. “Não há monitores qualificados, o prédio é inadequado e não tem estrutura alguma. Os que ficaram lá, após a fuga, devem ser transferidos para um local ideal. A secretaria tem de fazer isso”, afirmou Ney Alcântara.
A decisão do magistrado deve ser publicada amanhã no Diário de Justiça Eletrônico. O prédio interditado é o local onde está funcionando provisoriamente a Uija, cuja antiga estrutura foi fechada também após medida judicial. “Só ficaram três da última fuga. Não há nenhuma condição de aquele espaço seguir funcionando”, acrescentou Alcântara.
A ação foi ajuizada pelos promotores de Justiça Rogério Paranhos e Alexandra Beurlen, titulares das 11ª e 12ª Promotorias de Justiça da Capital. Os integrantes do MPE pediram que o juiz da Infância e Juventude interditasse a UIJA provisoriamente, obrigando o Poder Executivo a fazer uma reforma naquela unidade, ou que ele construa um novo espaço para abrigar os adolescentes infratores entre 18 e 21 anos.
Para a fuga em massa, os menores infratores teriam pulado o muro do complexo ressocializador usando uma escada como trampolim.
Com gazetaweb.com
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