Pimenta: “Impeachment perdeu muita força”

Vice-líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS) afirmou nesta sexta-feira 1º que “ficou muito claro, especialmente para os formadores de opinião, tanto no País quanto no exterior, de que não há materialidade de crime de responsabilidade, e que, portanto, a tentativa que vem sendo conduzida pela oposição é, sim, uma tentativa de golpe…

Vice-líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS) afirmou nesta sexta-feira 1º que "ficou muito claro, especialmente para os formadores de opinião, tanto no País quanto no exterior, de que não há materialidade de crime de responsabilidade, e que, portanto, a tentativa que vem sendo conduzida pela oposição é, sim, uma tentativa de golpe parlamentar com apoio jurídico-midiático. Estamos convencidos de que essa tese ganhou muita força"; sobre a nova fase da Lava Jato, manifestou "estranheza"; segundo ele, "sempre que há um fato favorável ao governo, imediatamente surge mais um fato para criar esse ambiente de espetáculo"
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247 – O vice-líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS), afirmou em coletiva à imprensa nesta sexta-feira 1º que a base do governo acredita que “o processo de impeachment perdeu muita força” nos últimos dias. Para isso, ele citou, além das manifestações ocorridas ontem em defesa da democracia e contra o golpe, a decisão do STF contrária à decisão do juiz Sérgio Moro de ter divulgado os áudios envolvendo a presidente Dilma e o ex-presidente Lula e a presença do ministro Nelson Barbosa ao fazer a defesa do governo na comissão do impeachment.

“Ficou muito claro, especialmente para os formadores de opinião, tanto no País quanto no exterior, de que não há materialidade de crime de responsabilidade, e que, portanto, a tentativa que vem sendo conduzida pela oposição é, sim, uma tentativa de golpe parlamentar com apoio jurídico-midiático. Estamos convencidos de que essa tese ganhou muita força e foi compreendida tanto no Brasil como fora”, afirmou.

O deputado citou como segundo ponto que a “decisão do STF foi categórica: não há nenhuma dúvida de que o juiz [Sérgio] Moro cometeu crimes quando não mandou imediatamente para o STF interceptações que envolviam pessoas com foro privilegiado. E cometeu um segundo crime ao vazar conscientemente para a imprensa, de maneira criminosa, com claro objetivo de promover o caos, mais instabilidade no país, porque ele sabia que estava às vésperas das manifestações da oposição”.

O parlamentar também mencionou que o governo está “muito tranquilo” após a apresentação do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, na comissão especial do impeachment da Câmara dos Deputados nesta quinta-feira. “Deixou absolutamente clara a percepção de que não ocorreu qualquer tipo de crime de responsabilidade”, destacou Pimenta. Segundo ele, esses fatos se somaram às manifestações de ontem – “sem metrô liberado e sem filé mignon à disposição da população pela Fiesp”, provocou.

27ª fase da Lava Jato

O deputado manifestou “estranheza” com a nova fase da operação Lava Jato deflagrada nesta sexta-feira. Segundo ele, “sempre que há um fato favorável ao governo, imediatamente surge mais um fato para criar esse ambiente de espetáculo”. De acordo com Pimenta, as denúncias apresentadas hoje “são questões já tratadas suficientemente pela Justiça, algumas já transitadas em julgado, que ressurgem agora requentadas”.

O parlamentar fez novas críticas à investigação: “O juiz Sérgio Moro e os investigadores da Lava Jato atuam como se fossem juízes de promotores criminais do estado de São Paulo. Agora qualquer assunto que exista no Brasil, de qualquer época, os investigadores tentam criar uma conexão que justifiquem diante de sua competência de tratar fatos relacionados à Petrobras. Uma forçação absolutamente incompreensível, mais uma vez extrapolando suas competências. São fatos que de maneira alguma se justifica estar sendo investigado pela Operação Lava Jato, já foram objeto de investigações”.

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