Projeto visa devolver o verde ao Rio Doce

O rompimento da barragem da Samarco em Mariana (MG), região central de Minas, causou danos ambientais incalculáveis e até que a área atingida seja recuperada, serão muitos anos; mas um projeto da Universidade Federal de Lavras (Ufla) pode ser a saída para salvar a vegetação às margens do Rio Doce; de acordo com os profissionais, diferentes…

O rompimento da barragem da Samarco em Mariana (MG), região central de Minas, causou danos ambientais incalculáveis e até que a área atingida seja recuperada, serão muitos anos; mas um projeto da Universidade Federal de Lavras (Ufla) pode ser a saída para salvar a vegetação às margens do Rio Doce; de acordo com os profissionais, diferentes tipos de plantas estão sendo analisadas para que que dê o primeiro passo: trazer o verde de volta às margens do rio; entre os passos está também a investigação genética das plantas
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Minas 247 – O rompimento da barragem da Samarco em Mariana (MG), região central de Minas, causou danos ambientais incalculáveis e até que a área atingida seja recuperada, serão muitos anos. Mas um projeto da Universidade Federal de Lavras (Ufla) pode ser a saída para salvar a vegetação às margens do Rio Doce.

“Nossa experiência nos permite estar em um passo avançado. Não vamos sair do nada, sem nenhum conhecimento. O processo todo se inicia na identificação das plantas que ocorrem naquele local, próximo ao que foi degradado e a partir daí vamos iniciar o processo de sementes, mudas”, disse  Soraya Alvarenga Botelho, professora da área de restauração de floresta. 

De acordo com os profissionais, diferentes tipos de plantas estão sendo analisadas para que que dê o primeiro passo: trazer o verde de volta às margens do rio. Entre os passos está também a investigação genética das plantas. “A diversidade é fundamental para que as plantas se desenvolvam. É importante monitorar”, afirmou o engenheiro florestal e estudante de mestrado, Carlos Delano Cardoso de Oliveira. As entrevistas desta matéria foram concedidas ao G1.

Após o rompimento da barragem, 35 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minérios foram despejados na natureza. A lama destruiu mais de 1 mil hectares de vegetação e poluiu o Rio Doce. 

Conforme publicou o 247, nesta semana, foi lançada a chamada “Tecnologias para recuperação da Bacia do Rio Doce”. A previsão é de um investimento de cerca de R$ 6,7 milhões nos projetos aprovados. As propostas relacionadas a essa chamada devem ser direcionadas de acordo com quatro linhas temáticas: 1) Recuperação do solo, 2) Recuperação da água, 3) Recuperação da biodiversidade e 4) Tecnologias sociais.

A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). As propostas podem ser submetidas, eletronicamente, até as 17 horas desta terça-feira, 8 de março de 2016.

Ainda segundo a matéria, o presidente da Fapemig, Evaldo Ferreira Vilela, anunciou também o lançamento de outras três chamadas que, juntas, totalizam um investimento de quase R$ 40 milhões. Uma delas é a Demanda Universal, que apoia pesquisas em todas as áreas do conhecimento. Já tradicional na instituição, ele prevê um investimento de R$ 23 milhões e receberá propostas até 28 de março (leia mais aqui).

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