Goiás 247 – O PSDB não quer desperdiçar a chance de tomar a prefeitura das mãos de PT e PMDB em 2016. O partido tucano, guiado pelo governador Marconi Perillo, aproveita a gestão desgastada de Paulo Garcia (PT) e o momento de instabilidade do prefeito com sua base para se estruturar pensando no pleito do próximo ano.
O último ato dos tucanos foi um golpe duro em Paulo. Em dezembro, o vereador Anselmo Pereira (PSDB) ganhou a presidência da Câmara Municipal num cenário em que base do prefeito nem sequer lançou candidato, pois perderia de qualquer jeito. Paulo Garcia também saiu derrotado no projeto de aumento do IPTU, que foi rejeitado pela Casa.
A vitória de Anselmo teve participação direta do presidente da Agetop, Jayme Rincón. Auxiliar do governo e homem de confiança do governador, Rincón foi o principal articulador no processo que alçou Anselmo como nome invencível. Jayme Rincón dialogou com vereadores, aliados e até mesmo vereadores de oposição e quando Paulo Garcia decidiu agir era tarde demais.
O próprio governador assume que Rincón quer a prefeitura. Marconi esteve presente na posse de Anselmo, na semana passada. “Esta é uma questão que será debatida no PSDB. Ele (Jayme) é o primeiro nome que se colocou como pré-candidato. Espero que ele possa conseguir aglutinar forças, porque pela experiência que tenho ao lado do Jayme, posso dizer que é um grande gestor, um moderno gestor”, disse.
O presidente estadual do PSDB, Paulo de Jesus, também já externou que a prioridade do partido agora é vencer a prefeitura, que há 16 anos está mãos de PT ou PMDB.
Mas não é só Jayme Rincón que sonha com o Paço Municipal. O deputado federal Fábio Sousa, eleito agora 2014, não desistiu de antigo desejo. Em 2012, Fábio lançou pré-candidatura e saiu à campo na busca de apoio para enfrentar Paulo Garcia, mas o PSDB não investiu no pleito e a candidatura ficou com o deputado federal Jovair Arantes (PTB) – derrotado no primeiro turno.
Em declaração ao jornal O Popular, Fábio Sousa afirmou que tem um “projeto consolidado” para Goiânia e que se fizer um bom trabalho no Congresso não poderá ser desconsiderado.
“Eu não tento ser candidato a ferro e fogo. Se a disputa interna for baseada em projeto, em pesquisas, eu vou entrar. Agora, se for baseada na amizade, no coração, eu não tenho interesse em participar. Tenho um projeto consolidado para Goiânia, não quero ser candidato por brincadeira. Se eu for um deputado federal com atuação relevante serei um nome que não poderá ser desconsiderado”, disse Fábio.
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