Goiás 247_ O deputado federal Armando Vergílio é pré-candidato ao governo do Estado pelo Solidariedade, partido que acaba de ter o registro deferido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O anúncio foi feita na manhã desta sexta-feira em entrevista coletiva no escritório política do parlamentar, em Goiânia.
Armando disse que a legenda nasce independente, tanto plano federal quanto no estadual, e apoiada em quatro eixos básicos de discussão: além do tripé saúde-educação-segurança, o Solidariedade vai insistir no debate sobre mobilidade urbana. O deputado, que era do PMN, foi para o PSD e agora chega ao Solidariedade, disse que a partir de agora está oficialmente desligado da base de apoio ao governador Marconi Perillo (PSDB) e que sua postulação ao governo não depende mais da decisão de Marconi de concorrer à reeleição, como era até o presente momento.
“A relação continua respeitosa, mas a partir de hoje eu não faço mais parte da base de apoio ao governo. Nem eu, nem o partido. Tampouco me considero parte do bloco de oposição”, disse Armando. “Estamos abertos ao diálogo com relação a todos. O Solidariedade nasceu independente e com a proposta de melhorar a qualidade de vida dos goianos”. Ele não quis adiantar nomes de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e deputados estaduais que também vão fazer parte do projeto.
O deputado afirma que o Solidariedade tem projeto de poder, mas que toda decisão – inclusive relativa à sua pré-candidatura a governador – vai precisar ser ratificada pelo amplo conjunto das pessoas que vierem a fazer parte da legenda. Armando garante que, no partido, não haverá escolhas de rumo tomadas de maneira “monocrática”.
Armando afirma que foi justamente por conta de decisões tomadas de cima para baixo que ele decidiu se desfiliar do PSD, partido que ajudou a fundar há exatos dois anos. “O PSD ficou circunscrito à vontade do seu presidente [Vilmar Rocha]. Eu era presidente do metropolitano, mas não conseguia fazer com que as diretrizes fossem debatidas dentro do partido. E o PSD sequer discutiu essa questão de candidatura ao Senado. Tentei estabelecer o debate sobre candidatura própria ao governo dentro do partido, mas ele já estava entregue ao desejo único do presidente de ser candidato ao Senado”.
Armando revela que reuniu-se com Vilmar na manhã de quinta-feira, na sede do diretório do PSD, ocasião em que entregou o seu pedido de desfiliação nas mãos do deputado. Ele estava acompanhado do ex-secretário da pasta de Desenvolvimento da Região Metropolitana Silvio Sousa, que foi escolhido presidente da Comissão Provisória do Solidariedade.
DIRETRIZES
Armando disse ter alinhado com o dirigente nacional do partido, deputado federal Paulinho da Força (ex-PDT), três diretrizes básicas para os diretórios estaduais: 1) a legenda nasce independente em relação ao governo federal, mas não fará “oposição cega”. 2) todas as decisões em âmbito federal precisarão ser referendadas por dois terços dos deputados e senadores. 3) os diretórios estaduais terão total autonomia para decidir que caminho seguir nas eleições de 2014.
Armando, eleito em 2010 para seu primeiro mandato de deputado federal com 103 mil votos, afirma que seu relacionamento com o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab e demais membros do seu antigo partido, PSD, continuam ótimas, e que suas divergências estão restritas à cúpula estadual. “Estava muito bem postado no PSD nacional e inclusive ouvi de Kassab que ele apoiaria minha postulação ao governo. Mas não é do meu feitio conquistar espaço na base da cotovelada”.
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