Minas 247 – O cenário político de Minas Gerais é hoje o mais favorável para o PT quando comparado com os maiores colégios eleitorais que o partido sonha conquistar nas eleições de outubro: São Paulo e Rio de Janeiro, além do governo mineiro – o chamado ‘Triângulo das Bermudas’ da política brasileira.
Em São Paulo, o pré-candidato do PT, Alexandre Padilha, é o quarto nas pesquisas de intenção de voto, lideradas pelo candidato à reeleição Geraldo Alckmin, do PSDB, que é seguido por Paulo Skaf, do PMDB, e Gilberto Kassab, do PSD. Além disso, o ex-ministro vive agora uma turbulência diante das denúncias que o conectam ao caso do doleiro Alberto Youssef – Padilha foi acusado de ter indicado um executivo para o laboratório Labogen, o que negou em entrevista coletiva.
No Rio de Janeiro, o senador Lindbergh Farias não tem o apoio da presidente Dilma Rousseff, claramente mais próxima do candidato do PMDB, Luiz Fernando Pezão, e de outros candidatos de partidos da base aliada, como Anthony Garotinho, do PR, e Marcelo Crivella, do PRB. Diante do cenário, Lindbergh tem demonstrado, publicamente, sua insatisfação.
A situação é diferente apenas para o ex-ministro do Desenvolvimento Fernando Pimentel, que disputa o comando do Palácio da Liberdade, com apoio de Lula e Dilma. O petista é o candidato que lidera as pesquisas em Minas e enfrenta agora um adversário com problemas na Polícia Federal: Pimenta da Veiga. O PSDB cogitava até substituir o tucano, uma vez que a denúncia deve ser aceita pelo Ministério Público – por ora, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), presidente nacional do PSDB, nega qualquer possibilidade de mudança.
Nesse contexto, o PT vive hoje uma situação mais confortável em Minas, do que em São Paulo e no Rio de Janeiro. Mas a corrida eleitoral, claro, ainda está no seu pré-aquecimento e ainda há tempo para que Padilha e Lindbergh se mostrem mais competitivos.
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