247 – A data de 12 de setembro para votar a cassação de Eduardo Cunha, oficializada ontem pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é um “presente” para o peemedebista, réu no STF, e “um tapa na cara da sociedade”, critica o jornalista Kennedy Alencar.
“Será um escândalo realizar essa votação [da cassação de Eduardo Cunha] num dia de baixa presença no Congresso Nacional. Como são necessários 257 votos dos 513 deputados para que Cunha seja cassado, essa data é um presente para o peemedebista e um tapa na cara da sociedade diante da quantidade de acusações graves que pesam contra ele”, diz ele.
“Mais: mostra que o governo e boa parcela da Câmara temem segredos que Cunha possa tornar públicos. Aprovar o impeachment de Dilma e dar a Cunha a chance de escapar confirma o uso de dois pesos e duas medidas e reforça a tese de um golpe parlamentar contra a petista”, diz ainda o colunista político.
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