Singer: Avanço pode se transformar em ameaça golpista

Cientista político André Singer aponta para os “custos futuros enormes” de decisões como a do juiz Sérgio Moro e do promotor Cássio Conserino contra o ex-presidente Lula a fim de possivelmente aumentar o número de participantes nas manifestações deste domingo, além de acontecimentos como seletividade; esses fatos, diz ele, estão transformando “o que poderia ser…

Cientista político André Singer aponta para os "custos futuros enormes" de decisões como a do juiz Sérgio Moro e do promotor Cássio Conserino contra o ex-presidente Lula a fim de possivelmente aumentar o número de participantes nas manifestações deste domingo, além de acontecimentos como seletividade; esses fatos, diz ele, estão transformando "o que poderia ser um avanço institucional em ameaça golpista, no sentido de usar truques para eliminar um dos participantes da peleja"
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247 – O cientista político André Singer aponta para os “custos futuros enormes” de decisões como a do juiz Sérgio Moro, que determinou o cumprimento do mandado de condução coercitiva do ex-presidente Lula, e do promotor do MP-SP Cássio Conserino, que pediu sua prisão, a fim de possivelmente aumentar o número de participantes nas manifestações deste domingo.

“Pode-se argumentar que promotores são pagos para investigar e acusar, e a esquerda sempre foi favorável a um Ministério Público forte e independente. Mas há algo de profundamente errado quando as acusações ficam centradas em apenas um dos lados do jogo polar que o partido dos pobres e o partido da classe média disputam no Brasil”, comenta ele em sua coluna deste sábado na Folha.

“Mas a seletividade, o atentado aos direitos individuais, a hiperdivulgação de alguns fatos em detrimento de outros estão transformando o que poderia ser um avanço institucional em ameaça golpista, no sentido de usar truques para eliminar um dos participantes da peleja”, avalia André Singer.

Para Singer, “em consequência, altos líderes tucanos, milagrosamente preservados de todas as acusações, preparam-se para voltar ao poder. Cogitam um possível governo Michel Temer, em caso de impeachment. Ou um semipresidencialismo, em que ocupariam o posto de primeiro-ministro sob a presidência de uma Dilma convertida em rainha da Inglaterra”.

Leia aqui a íntegra.

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