247 – O presidente do novo partido Solidariedade, deputado Paulinho da Força, se reuniu, nesta quarta-feira (25), com o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG). O tucano foi o primeiro dirigente partidário procurado pessoalmente por Paulinho, após a oficialização da legenda. Na saída do encontro, os dois trocaram amenidades, se trataram como “velhos amigos”, e ressaltaram a possibilidade de alinhamento nas eleições gerais de 2014. O encontro ocorreu no gabinete do senador, em Brasília.
“Acho que o Paulinho e eu temos algo em comum, que é a visão de que esse ciclo de governo do PT em benefício do Brasil precisa ser encerrado”, afirmou Aécio. O senador também ressaltou as afinidades entre o PSDB e a legenda recém-criada. “E vejo que existe afinidade, sim. A boa política fala de alianças, alianças programáticas. É o que vamos construir daqui por diante para o processo político e democrático. A aprovação do Solidariedade é um ponto extremamente positivo e a minha expectativa é que possamos construir no futuro um projeto juntos, a favor do Brasil”, reiterou o senador mineiro.
O tucano também comemorou a possibilidade de o Solidariedade tirar alguns parlamentares de legendas da base aliada do governo Dilma Rousseff. Entre aqueles que devem perder parte da bancada para o novo partido está o PDT e o PSD. Ambos os partidos detêm cargos no governo federal. “Toda a ação do governo até aqui foi no sentido de permitir e fortalecer partidos que estão nas suas bases de apoio. O Solidariedade talvez seja a primeira iniciativa exitosa de um partido que não esteja automaticamente alinhado com o governo federal e isso tem que ser saudado por nós. A disposição que vejo do Paulinho é de se alinhar com um projeto de alternativa, de oposição, e ele é bem-vindo”, frisou Aécio Neves.
Paulinho ressaltou que se depender dele, o partido será de oposição à presidente Dilma Rousseff nas eleições 2014. “Tenho hoje grandes divergências com a presidente Dilma pelo não cumprimento das questões trabalhistas que ela se comprometeu, antes das eleições, e não cumpriu, abandonou as causas trabalhistas”, criticou. A atuação da nova bancada no Congresso deverá ser, no entanto, “independente”.
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