Auditor do TCU nega ter recebido propina

Cyonil da Cunha Borges de Farias Júnior foi o delator do esquema de venda de pareceres e laudos técnicos que derrubou a ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo

Auditor do TCU nega ter recebido propina
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247 – O auditor do Tribunal de Contas da União, Cyonil da Cunha Borges de Farias Júnior, rebateu as investigações da Polícia Federal e negou ter recebido propina. Ele foi o delator do esquema de venda de pareceres e laudos técnicos que derrubou a ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo e amiga do ex-presidente Lula, Rose Noronha. Leia na coluna de Claudio Humberto:

Porto Seguro: auditor do TCU nega ter recebido suborno em troca de pareceres

Cyonil da Cunha Borges de Farias Júnior, o auditor do Tribunal de Contas da União que delatou o esquema de venda de pareceres e laudos técnicos, revelados pela Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, negou haver recebido inicialmente R$ 100 mil em propina e depois se arrependido, como informou a PF. Em um forum de debates na internet, revelado esta noite pelo repórter Bruno Lupion, de O Estado de S. Paulo, Cyonil escreveu: “Fico triste pelo tratamento dado pela mídia e órgãos de fiscalização, afinal não aceitei, logo não teria como me arrepender. Nunca aceitei qualquer R$”, escreveu Cyonil em um fórum de debates na internet. Ele conta que o diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Paulo Vieira, o “caçou” pela cidade, escreveu “milhões de e-mails” e foi até a portaria do seu prédio para oferecer dinheiro. O auditor afirma que não desceu até a portaria do edifício na ocasião e que se mudou de endereço após o episódio. Paulo Vieira se beneficiou da proximidade pessoal para tentar corrompê-lo. “Tinha o cara, inicialmente, como brother (…) Bati pino, não achava que ele fosse capaz de uma p… desta”, escreveu. Cyonil começou então a reunir provas da tentativa de suborno para apresentar uma denúncia consistente à PF, como extratos bancários e até gravações. Cyonil garante que há ainda muito a ser revelado e disse ao jornal que foi chamado de “louco” pelos agentes, ao apresentar os documentos à Polícia Federal, e advertido de que os envolvidos no esquema “arrancariam o seu couro”. Ele fez à denúncia em janeiro de 2011, três anos após os primeiros contatos de Vieira.

 

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