Berzoini quer emplacar aliados no comando da CPI

Mesmo sem assumir ainda a cadeira de ministro das Relações Institucionais, Ricardo Berzoini (PT) já trabalha neste fim de semana para garantir governistas absolutamente fiéis ao Planalto para ocupar as cadeiras da CPI da Petrobras; presidência da comissão ficará com o senador João Alberto (PMDB); relatoria será do PT; Berzoini terá ainda conseguir incluir na…

Mesmo sem assumir ainda a cadeira de ministro das Relações Institucionais, Ricardo Berzoini (PT) já trabalha neste fim de semana para garantir governistas absolutamente fiéis ao Planalto para ocupar as cadeiras da CPI da Petrobras; presidência da comissão ficará com o senador João Alberto (PMDB); relatoria será do PT; Berzoini terá ainda conseguir incluir na CPI temas espinhosos à oposição como o cartel do metrô de São Paulo, os problemas da refinaria de Suape a uso de recursos federais na empresa mineira de energia Cemig; Palácio do Planalto determinou que senadores da base aliada voltem de seus Estados para Brasília já na segunda para pressionar por ampliação dos temas da comissão; Berzoini atua sob respaldo do PT e de Lula
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247 – Embora nem tenha assumido oficialmente a cadeira de ministro das Relações Institucionais, o deputado Ricardo Berzoini (PT), já tem uma primeira missão a cumprir: montar uma tropa de choque de governistas absolutamente fiéis ao Planalto para ocupar as cadeiras da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. Ele também terá a função de ampliar o escopo da comissão, incluindo nela questões que envolvam os governos do PSDB, do presidenciável Aécio Neves, e do PSB, do candidato do PSB à presidência Eduardo Campos.

Neste sentido, o Palácio do Planalto determinou que os senadores da base aliada voltem de seus Estados para Brasília já na segunda-feira a fim de colocar em prática o plano de estender as investigações da CPI  da Petrobras. Articuladores do governo estimam que podem obter 40 assinaturas para o adendo que pretendem protocolar no Senado. Com a nova formulação do texto da CPI, o Planalto quer abranger a apuração sobre o uso de verbas repassadas a alguns projetos do metrô de São Paulo, à refinaria de Suape, em Pernambuco, e à empresa mineira de energia Cemig.

Com respaldo do PT e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Berzoini chega ao Planalto para dividir o poder com o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que, até agora, reinava absoluto, já que a ministra Ideli Salvatti, que deixa o posto para assumir a Secretaria de Direitos Humanos, estava completamente desgastada. Mercadante, que estava procurando trabalhar nos bastidores na coordenação política, já conversou com Berzoini e os dois dividirão a função com os líderes governistas de encontrar os nomes “a dedo” para compor a comissão parlamentar.

Auxiliares de Dilma asseguram que a parceria entre os dois está azeitada e que Berzoini chegará reforçado. O ideal para o Planalto era que, neste fim de semana, Berzoini estreasse nas suas funções, mesmo sem ter assumido o cargo. O objetivo seria conseguir reverter assinaturas de parlamentares da base aliada das listas da CPI.

Mas, como já não se trabalha mais com esta hipótese, o que a presidente espera dele é que consiga montar uma Comissão Parlamentar de Inquérito Mista, com assuntos que envolvam também temas problemáticos para a oposição e que, quando ela for instalada, na próxima terça-feira, os nomes governistas já estejam certos para ocupar suas cadeiras.

A estratégia inclui colocar o senador João Alberto (PMDB-MA) como presidente da CPMI. O relator será de um parlamentar do PT. A escolha dos nomes e outros para a montagem da artilharia a ser usado pelo governo contra a oposição também caberá a Berzoini.

 

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