247 – A Câmara dos Deputados deu um passo significativo rumo ao protagonismo das pautas raciais. Em uma votação simbólica, foi aprovado o projeto que estabelece a criação da bancada negra. A proposta, oriunda da iniciativa dos deputados Talíria Petrone (PSOL-RJ) e Damião Feliciano (União Brasil-PB), visa fortalecer as vozes dos parlamentares negros na Casa. Segundo o relator Antonio Brito (PSD-BA), essa bancada terá direito a um representante no colégio de líderes e cinco minutos em plenário para comunicações de liderança.
Para ser integrado ao regimento interno, o texto aguarda a promulgação do presidente Arthur Lira (PP-AL). A formação da bancada será composta por parlamentares que se autodeclararam negros durante o registro de candidatura. E mais, contará com uma coordenação geral e três vices-coordenadorias, cuja eleição ocorrerá em 20 de novembro anualmente, sendo definidas por maioria absoluta de votos.
Dentro da atual composição da Câmara, 31 deputados federais se identificam como pretos e 91 como pardos, o que representa apenas 24% do total de 513 parlamentares. Apesar do avanço, houve resistência: o partido Novo, a minoria e a oposição bolsonarista se posicionaram contra a proposta, enquanto o PL deixou a decisão a critério de sua bancada.
Ao defender a iniciativa, a deputada Talíria Petrone ressaltou no plenário: “Esse é um momento histórico porque o nosso país teve quase 4 séculos de escravidão com uma abolição inconclusa. Um país que as duras estatísticas ainda chegam no corpo negro”. Para os autores, a bancada representa e amplifica a voz de 56% da população brasileira. (Com informações dom UOL).
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