Câmara instala subcomissão para acompanhar Zelotes

Subcomissão terá o deputado federal Valtenir Pereira (PROS-MT) como presidente e o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) como relator; autor do requerimento à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle para criação da subcomissão, Pimenta diz que o colegiado volta a se reunir na próxima quarta-feira 29; grupo irá apurar o esquema de pagamentos de propina…

Subcomissão terá o deputado federal Valtenir Pereira (PROS-MT) como presidente e o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) como relator; autor do requerimento à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle para criação da subcomissão, Pimenta diz que o colegiado volta a se reunir na próxima quarta-feira 29; grupo irá apurar o esquema de pagamentos de propina descoberto pela PF e que pode ter movimentado R$ 19 bilhões
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247 – Foi instalada nessa semana a subcomissão da Câmara dos Deputados para acompanhar a Operação Zelotes da Polícia Federal. O colegiado terá o deputado federal Valtenir Pereira (PROS-MT) como presidente e o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) como relator. A indicação dos nomes foi definida na quarta-feira (22).

De acordo com Pimenta, autor do requerimento à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle para criação da subcomissão, o colegiado volta a se reunir na próxima quarta-feira 29. O parlamentar adianta que a reunião servirá para elaboração do cronograma de trabalho.

Também compõem a subcomissão como titulares os deputados Marcos Reategui (PSC-AP), Elizeu Dionizio (SD-MS) e Uldurico Júnior (PTC-BA). Na suplência estão os deputados Edinho Bez (PMDB-SC), Waldenor Pereira (PT-BA), Adelmo Leão (PT-MG), Wellington Roberto (PR-PB) e a deputada Carmen Zanotto (PPS-SC).

Operação Zelotes

No mês de março, a PF deflagrou esquema em que grandes empresas pagavam propinas a servidores e conselheiros do Carf, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, para escaparem de dívidas tributárias. Assim, integrantes do Carf produziam pareceres favoráveis às empresas ou se utilizavam recursos administrativos para impedir a cobrança dos débitos fiscais, por meio de pedido de vista processual.

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal apuram fatos que podem configurar crimes de tráfico de influência, corrupção, advocacia administrativa, associação criminosa e lavagem de dinheiro. De acordo com a PF, o esquema de sonegação fiscal pode ter movimentado R$ 19 bilhões, somado todos os processos que ainda estão em investigação.

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