Cunha diz que afastamento dá argumentos contra o impeachment

Deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) disse a interlocutores que a decisão do ministro Teori Zavascki, que o afastou do mandato, foi política e pode prejudicar o vice-presidente Michel Temer, caso ele assuma a Presidência; isso porque, segundo Cunha, seu afastamento dará argumentos à defesa da presidente Dilma para questionar a legalidade do processo de impeachment; Cunha também…

Deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) disse a interlocutores que a decisão do ministro Teori Zavascki, que o afastou do mandato, foi política e pode prejudicar o vice-presidente Michel Temer, caso ele assuma a Presidência; isso porque, segundo Cunha, seu afastamento dará argumentos à defesa da presidente Dilma para questionar a legalidade do processo de impeachment; Cunha também teria qualificado a decisão como "absurda"
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247 – O deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) disse que a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki que o afastou do mandato parlamentar e da presidência da Câmara foi política e que deverá repercutir contra o vice-presidente Michel Temer. Segundo interlocutores, Cunha qualificou a decisão como “absurda”.

Aliados de Cunha que estiveram com ele na manhã desta quinta-feira (5) avaliam que a decisão judicial dará argumentos à defesa da presidente Dilma para questionar a legalidade do processo de impeachment. Eles também alegam que Waldir Maranhão (PP-MA), que passa a responder pela presidência da Câmara com o afastamento do peemedebista, representa um risco para Temer.

Waldir Maranhão votou contra o impeachment e assume o comando da Casa em meio à tramitação de um novo processo de afastamento, desta vez contra Michel Temer. No processo, Temer é apontado de também ter cometido pedaladas fiscais, principais razões alegadas na abertura da ação contra a presidente Dilma.

O deputado federal e aliado de Cunha Paulo Pereira da Silva (SD-SP),o Paulinho da Força, disse que Teori se adiantou e para criar um “fato consumado” e considerou a decisão como uma intromissão do STF no Poder Legislativo.

“Na prática, temos uma intervenção de um ministro da Suprema Corte na Câmara dos Deputados. Com essa base, ele pode cassar mais 200 parlamentares com processo no STF”, disparou.

 

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