Dilma a políticos: “aceitem o veredicto das urnas”

Durante cerimônia de posse do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, presidente disse que a sociedade quer um país em que políticos “aceitem o veredicto das urnas” e que busquem o poder por meio do voto; Dilma exaltou o papel das instituições e defendeu que “as duras sanções da lei recaiam sobre todos os que praticaram…

Brasília - DF, 17/09/2015. Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de recondução do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
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247 – Um dia depois de chamar de “versão moderna do golpe” o gesto de usar a crise para tentar chegar o poder, a presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira 17 que a sociedade quer um país em que políticos “aceitem o veredicto das urnas” e que busquem o poder por meio do voto.

A declaração foi feita em discurso durante a posse do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em Brasília. Janot cumpre seu segundo mandato à frente da PGR.

A presidente também defendeu que “as duras sanções da lei recaiam sobre todos os que praticaram atos ilícitos, sem exceção (…), com respeito ao princípio do contraditório e de ampla defesa” e apelou para que juízes atuem com imparcialidade, sem “paixões político-partidárias”.

Dilma defendeu a importância das instituições e destacou que “poucos governos se dedicaram de maneira tão enérgica à construção de um ambiente político legal propício ao combate da corrupção”. “Nunca utilizamos o poder governamental, direta ou indiretamente, para bloquear investigações”, ressaltou a presidente.

Nesta quarta-feira 16, em crítica ao movimento da oposição de endossar pedidos de impeachment apresentados à Câmara dos Deputados, Dilma chamou de “versão moderna do golpe” o método de “querer utilizar a crise como um mecanismo para você chegar ao poder”. Na terça, declarou que o governo fará “de tudo” para impedir que ações antidemocráticas cresçam.

Nesta quinta-feira, o presidente do PSDB e senador Aécio Neves rebateu as declarações de Dilma, afirmando que “golpe ou atalho para chegar ao poder é utilizar dinheiro do crime ou da irresponsabilidade fiscal para ganhar votos”. Apesar da acusação, Aécio diz que falou “sem fazer pré-julgamentos”.

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