247 – A presidente Dilma Rousseff foi vigiada não só durante a ditadura militar, entre 1964 e 1985, quando foi presa e torturada, mas também durante o mandato de José Sarney na presidência, entre 1986 e 1990. A informação foi divulgada na edição desta quinta-feira da Folha de S. Paulo.
Nos acervos, o jornal identificou um total de 181 documentos que mencionam Dilma, registrados entre 1968 e o final dos anos 80. Entre os papéis, 17 foram produzidos durante o governo Sarney, hoje presidente do Senado, pelo SNI (Serviço Nacional de Informações).
Foram monitoradas uma viagem de Dilma ao México e um comício onde ela e Lula protestaram contra a ampliação do mandato presidencial de Sarney, já em 1988. Relatórios do SNI da década de 70 sobre Dilma acusam uma uma suposta ligação com a JCR (Junta de Coordenação Revolucionária), grupo de esquerda armada.
Outro documento de 79, porém, agora revelado, diz não ter encontrado comprovação dessa alegação. Procurada pela Folha de S. Paulo, a assessoria de Sarney afirmou que, em seu mandato na Presidência, ele havia ordenado ao SNI que não realizasse “levantamentos sobre a vida privada” de “nenhum brasileiro”.
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