Em nota divulgada após o encontro com o ministro do Esporte, Orlando Silva, a presidente Dilma Rousseff afirmou “que o governo não condena ninguém sem provas e parte do princípio civilizatório da presunção da inocência”. Após a reunião, que culminou com a permanência do ministro no cargo, apesar das sucessivas denúncias, Dilma também afirmou que não irá aceitar “que alguém seja condenado sumariamente”.
O ministro foi mantido no cargo após reunião com a presidente Dilma Rousseff. Em um rápido pronunciamento após o encontro, Silva afirmou que apresentou todas as explicações à respeito das denúncias que envolvem o seu nome no comando da pasta e que também implicam a gestão do PC do B no ministério. “Na conversa esclarecemos todos os fatos e todas as acusações que tenho sofrido. Desmascarei todas as mentiras diante da presidente”, disse o ministro.
De acordo com ele, a orientação da presidente foi no sentido de que o trabalho continue. “A presidente me sugeriu serenidade e paciência. Dilma reafirmou a confiança no nosso trabalho”, disse.
Segundo o ministro, tanto ele quanto o partido não hesitarão em fazer suas defesas diante das acusações. Silva afirmou que a revista Veja “não apresentou provas porque não houve, não há e não haverá essas provas. É uma mentira, uma farsa”.
Silva disse ainda que continuará prestando esclarecimentos aos órgãos competentes, como o Ministério Público e a Comissão de Ética do Governo. “A obrigação do homem público e prestar esclarecimento à sociedade. Papel do gestor público é corrigir qualquer erro que seja identificado”, afirmou.
O ministro voltou a atacar o policial militar João Dias, delator do esquema de corrupção no Ministério do Esporte, e disse que a acusação só foi feita porque o ministério agiu de forma dura contra os desvios feitos pelo ex-militante do PC do B. “Os caluniadores que me atacam o fazem porque combatemos o mal feito. Eu determinei a devolução de todos os recursos públicos desviados”, disse.
Durante a reunião, o ministro também relatou à presidente Dilma informações sobre a viagem da comitiva brasileira à abertura dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, no México, e discutiu detalhes sobre a preparação de uma visita do presidente da Fifa, Joseph Blatter, ao Brasil. Sobre a disputa entre o organismo que comanda o futebol mundial e o governo brasileiro, em relação organização da Copa do Mundo de 2014, Silva reconheceu que existem divergências, mas garantiu que ambos os lados da disputa trabalham com o mesmo objetivo, que é o de organizar um bom mundial.
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