247 – A presidente Dilma Rousseff defendeu, nesta sexta-feira 8, que a dirigente da Petrobras, Graça Foster, não cometeu “qualquer irregularidade”. A executiva pode ter seus bens bloqueados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em decorrência do processo que investiga a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, pela estatal.
“A posição do governo é clara. Nós não achamos que a Graça Foster tenha cometido qualquer irregularidade”, disse Dilma, em Iturama, Minas Gerais, onde vistoriou as obras da ferrovia Norte-Sul. Dilma afirmou ainda que a presidente da Petrobras é uma pessoa íntegra, correta, competente e capaz.
“Ela não pode ser submetida a esse tipo de julgamento, que eu acredito que tenha por trás outros interesses. Eu acho um absurdo colocar a diretoria da Petrobras submetida a esse tipo de procedimento”, disse Dilma, em alusão a adversários políticos e órgãos de fiscalização e controle.
O ministro do TCU José Jorge, relator do caso de Pasadena, determinou o bloqueio de bens de 11 executivos da Petrobras, para que sejam devolvidos US$ 792 milhões à empresa, em recompensa pelos prejuízos causados com a compra da refinaria. Graça Foster não faz parte da lista, mas pode ser incluída.
Em entrevista ao jornal O Globo nesta sexta-feira, o advogado-geral da União, Luiz Inácio Adams, disse que caso os bens de Graça Foster sejam bloqueados, sua permanência na presidência da Petrobras será inviável. “Inviabilizaria a gestão dela porque tiraria a sua legitimidade”, disse.
Em comunicado aos investidores nesta tarde, o Conselho Administrativo da Petrobras negou especulações sobre a saída da executiva, reafirmando sua permanência no cargo. O grupo “refuta, por inverídicas, quaisquer especulações sobre a saída da presidente Maria das Graças Silva Foster”, disse o texto.
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