Dilma quer extinguir ‘ação temerária’ do PSDB no TSE

Na defesa encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral em resposta à ação apresentada pelo PSDB que pede a cassação da chapa Dilma-Temer, os advogados da presidente ressaltam que ela não recebeu dinheiro da Operação Lava Jato e pedem a extinção do processo; o documento de mais de 40 páginas sustenta ainda que quase um terço dos…

Na defesa encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral em resposta à ação apresentada pelo PSDB que pede a cassação da chapa Dilma-Temer, os advogados da presidente ressaltam que ela não recebeu dinheiro da Operação Lava Jato e pedem a extinção do processo; o documento de mais de 40 páginas sustenta ainda que quase um terço dos recursos usados pelo então candidato do PDSB, Aécio Neves, na campanha foi oriundo de empreiteiras hoje investigadas; esta é a "terceira tentativa de obter perante a Justiça Eleitoral os inúmeros votos que não foram obtidos nas urnas", argumenta a defesa de Dilma; ela lembra ainda que Aécio Neves já foi citado por três delatores da Lava Jato
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247 – A presidente Dilma Rousseff tenta extinguir, em documento protocolado nesta quinta-feira 18, a ação apresentada pelo PSDB no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a cassação da chapa Dilma-Temer, considerada temerária pelos advogados da presidente. A defesa do vice-presidente, Michel Temer, foi protocolada no início da semana e segue a mesma linha do Palácio do Planalto.

Na peça de mais de 40 páginas, a defesa de Dilma sustenta que ela não recebeu dinheiro da Operação Lava Jato e pede a extinção da ação. Os advogados também sustentam que quase um terço dos recursos usados na campanha pelo então candidato do PDSB em 2014, senador Aécio Neves, foi oriundo de empreiteiras hoje investigadas na operação.

Além disso, Aécio já foi citado por três delatores na investigação, lembra o texto, se referindo a Alberto Youssef, Carlos Alexandre de Souza Rocha, o ‘Ceará’, e Fernando Moura. Esta é a “terceira tentativa de obter perante a Justiça Eleitoral os inúmeros votos que não foram obtidos nas urnas”, afirma a defesa de Dilma. “Não é inédita” a tentativa de fazer uso político da Justiça Eleitoral, acrescenta.

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