247 – A presidente Dilma Rousseff reagiu com ironia ao ser questionada sobre a proposta do senador Valdir Raupp (PMDB-RO) que prevê eleições gerais, de vereador a presidente, neste ano. “Convence a Câmara e o Senado a abrir mãos de seus mandatos, aí vem conversar comigo”, declarou a presidente nesta terça-feira, 5, ao inspecionar um avião KC-390, da Embraer, na Base Aérea de Brasília.
Segundo ela, aceitar novas eleições seria abrir mão da segunda metade de seu mandato “Eu acho que essas propostas [novas eleições], como várias outras, são propostas. Não rechaço nem aceito”, disse a presidente ao ser questionada por jornalistas.
Durante a entrevista, Dilma também voltou a criticar a oposição por tentar “encurtar o caminho para o poder” por meio de um processo de impeachment, que descreveu novamente como “golpe” por não ter base jurídica.
A presidente ainda disse que todos que apostam na instabilidade política criam uma situação difícil para o país porque a estabilidade é essencial para a retomada do crescimento econômico e a geração de empregos. “A instabilidade política sistemática é algo extremamente danoso”, afirmou.
“A oposição desde o dia em que eu assumi criou todo tipo de instabilidade, e uma quantidade enorme de pautas-bomba, recentemente tem uma tramitando no Congresso que simplesmente é uma pauta-bomba de hidrogênio, porque tem impacto de 300 bilhões (de reais), ao transformar os juros das dívidas dos Estados em juros simples.”
A possibilidade de novas eleições está sendo levantada numa espécie de tabelinha entre o Rede Sustentabilidade, de Marina Silva, e a folha de S. Paulo (leia mais). Marina lidera pesquisa Datafolha de intenções de votos à presidência para 2018, tendo entre 21% e 24% das intenções.
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