247 – Há 11 dias afastada definitivamente da presidência da República por um processo de impeachment, Dilma Rousseff volta a denunciar que houve um “golpe de Estado parlamentar” no País, que a tirou do poder, e que hoje o Brasil é comandado por “um governo ilegítimo, golpista e usurpador”.
As declarações foram feitas ao jornal Proceso, do México, para o qual Dilma também faz duas previsões: o aumento da “revolta popular” por parte dos brasileiros e da repressão “porque os que tomaram o poder ilegalmente não suportam que sua verdadeira natureza de golpistas seja revelada ante os olhos do Brasil e do mundo”.
“Quando eu era presidenta houve centenas de manifestações contra mim, mas eu jamais reprimi essas marchas, porque não me incomodavam. São parte da política e da democracia. Agora é muito diferente para os golpistas, porque se sentem atacados por serem tratados como golpistas e reprimem”, afirma Dilma.
Neste domingo 11, um novo acontece na Avenida Paulista, em São Paulo, contra o golpe, o governo de Michel Temer, a retirada de direitos e por Diretas Já. No domingo passado, 100 mil pessoas foram às ruas. Da China, para onde viajou assim que assumiu definitivamente o cargo, Michel Temer minimizou os atos: “aquelas 40 ou 50 pessoas que quebram carro?”.
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