247 – O Ministério das Relações Exteriores vai liberar o acesso a documentos reservados relacionados ao ex-presidente Lula e à construtora Odebrecht. A decisão acontece dias após polêmica levantada pela negativa de um diplomata em oferecer a papelada, recomendando que a documentação, passível de quarentena já expirada de 5 anos, tivesse seu sigilo ampliado. Apesar da decisão de tornar os documentos públicos, o Itamaraty defendeu a posição do servidor, considerando-a rotineira.
A solicitação de acesso aos documentos foi feita pela revista Época, por meio da Lei de Acesso a Informação, e representa uma tentativa da publicação de vincular o ex-presidente a uma relação imprópria com a empreiteira, investigada na Operação Lava Jato. A empresa patrocinou viagens de Lula ao exterior após ele deixar o Palácio do Planalto, conforme documentos oficiais do próprio Itamaraty.
A reavaliação, segundo o Itamaraty, deve ser feita quando há necessidade, por exemplo, de “preservar dados comerciais de empresas brasileiras cuja divulgação possa afetar sua competitividade”. Mas o episódio gerou reação de partidos da oposição. O PSDB quer que o Ministério Público Federal investigue o caso. Para o líder da legenda na Câmara, Carlos Sampaio (SP), é uma “tentativa de blindagem” do expresidente Lula que “só aumenta a suspeita de que ele está envolvido em algo muito grave.”
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