Em 1ª votação aberta, veto de Dilma é mantido

Veto mantido é o que anula dispositivo na MP do Mais Médicos que previa a criação de uma carreira de Estado para os médicos estrangeiros do programa após sua finalização; somente 113 deputados votaram contra o veto, que precisava de 257 votos para ser derrubado. A favor da manutenção do veto houve 204 votos; PSDB…

Veto mantido é o que anula dispositivo na MP do Mais Médicos que previa a criação de uma carreira de Estado para os médicos estrangeiros do programa após sua finalização; somente 113 deputados votaram contra o veto, que precisava de 257 votos para ser derrubado. A favor da manutenção do veto houve 204 votos; PSDB quer anular votação
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Agência Câmara – A Câmara manteve o veto ao dispositivo da Medida Provisória 621/13, do programa Mais Médicos, que previa a criação de uma carreira de Estado para os médicos estrangeiros do programa após sua finalização.

Somente 113 deputados votaram contra o veto, que precisava de 257 votos para ser derrubado. A favor da manutenção do veto houve 204 votos e também duas abstenções. Como o veto foi mantido na Câmara, os senadores não precisaram votá-lo porque, para ser derrubado, ele precisa de maioria absoluta contrária em ambas as Casas.

Essa foi a primeira vez em que os vetos presidenciais foram analisados com votação aberta, pelo painel eletrônico. A nova regra foi determinada pela Emenda Constitucional 76, promulgada no último dia 28 de novembro.

PSDB quer anular votação

Os deputados Marcus Pestana (PSDB-MG) e Vanderlei Macris (PSDB-SP) querem anular a votação que manteve o veto do dispositivo do Programa Mais Médicos porque a decisão foi proclamada pelo deputado Sibá Machado (PT-AC), que não é integrante da Mesa Diretora.

“Ele estava no exercício ilegal da presidência quando tomou a decisão de encerrar a votação. A votação é nula. Ligaram o trator e ele não era motorista autorizado para conduzir essa sessão”, reclamou Macris.

Depois da reclamação dos tucanos, o deputado André Vargas (PT-PR), que é vice-presidente da Câmara, reassumiu a presidência e disse que não anularia a decisão. “Não vamos aceitar questionamentos de uma decisão que já transcorreu”, disse.

Sibá Machado também disse que não anularia a votação. “Sento aqui na presidência outorgado e autorizado. Os atos que assumi serão mantidos”, disse.

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