Executivo da Odebrecht cita doação a Aécio à PF

Presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa Junior, afirmou, em depoimento à Lava Jato, que trocou mensagens em novembro de 2014 com o presidente do grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, sobre doação eleitoral ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), um mês antes de ter sido derrotado nas urnas; para a PF, isso confirma “a noção de que Benedicto…

Presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa Junior, afirmou, em depoimento à Lava Jato, que trocou mensagens em novembro de 2014 com o presidente do grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, sobre doação eleitoral ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), um mês antes de ter sido derrotado nas urnas; para a PF, isso confirma "a noção de que Benedicto é funcionário acionado por Marcelo para a tratativa de assuntos escusos, certamente não se limitando a obter recursos para financiamento oficial de campanhas eleitorais"
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247 – O presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa Junior, afirmou, em depoimento à força tarefa da Operação Lava Jato, que trocou mensagens em novembro de 2014 com o presidente do grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, sobre doação eleitoral ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), um mês antes de ter sido derrotado nas urnas.

No depoimento à Polícia Federal em 24 de fevereiro, divulgado pelo jornal “O Estado de S. Paulo” na segunda-feira (22), Barbosa disse que na mesma oportunidade comentou sobre preocupação de Aécio em relação a possível investigação contra o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral Filho (PMDB-RJ).

Para a PF, essa troca de mensagens confirma “a noção de que Benedicto é funcionário acionado por Marcelo para a tratativa de assuntos escusos, certamente não se limitando a obter recursos para financiamento oficial de campanhas eleitorais”.

Em nota, a assessoria de Aécio Neves informou que “o depoimento mencionado pelo jornal apenas confirma as informações prestadas à Justiça Eleitoral. É de conhecimento público que a empresa Odebrecht, assim como diversas outras, fez doações à campanha do PSDB, inclusive, como prevê a lei, depois das eleições, para cobrir débitos existentes”.

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