FHC: Mudar a pessoa não resolve

Diante do novo pedido de impeachment apresentado na Câmara pela oposição, o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso disse a executivos que substituir a presidente Dilma Rousseff não é a solução para a crise política: “Quando o Executivo não tem apoio da sociedade também não tem do Congresso. No caso atual, nem quero personalizar muito, a…

Diante do novo pedido de impeachment apresentado na Câmara pela oposição, o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso disse a executivos que substituir a presidente Dilma Rousseff não é a solução para a crise política: “Quando o Executivo não tem apoio da sociedade também não tem do Congresso. No caso atual, nem quero personalizar muito, a estrutura do nosso sistema político é tão antiquada que ela precisa mudar. Se você não mudar essa estrutura não há líder que aguente. Tem que haver mudança da estrutura de comando no Brasil. Não estou falando de impeachment, nada disso. Porque também mudar a pessoa não resolve. Tem que mudar mais coisas do que a pessoa”, afirmou
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247 – Após o novo pedido de impeachment apresentado na Câmara pela oposição, o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso disse que substituir a presidente Dilma Rousseff não é a solução para a crise política.

“Quando o Executivo não tem apoio da sociedade também não tem do Congresso. No caso atual, nem quero personalizar muito, a estrutura do nosso sistema político é tão antiquada que ela precisa mudar. Se você não mudar essa estrutura não há líder que aguente. Tem que haver mudança da estrutura de comando no Brasil. Não estou falando de impeachment, nada disso. Porque também mudar a pessoa não resolve. Tem que mudar mais coisas do que a pessoa”, afirmou o tucano em uma palestra para executivos do setor de tecnologia, em São Paulo.

Ele também disse que não há “golpe” em curso no país e que o Brasil deve comemorar a superação de um período em que se discutiam nomes de generais passa assumir o comando. “Hoje estamos discutindo nomes de juízes. Não vamos dar golpe em ninguém. A decisão vai ser dos juízes”, disse.

Quanto a crise fiscal, afirmou que hoje “não sabemos o tamanho do déficit, do buraco que vamos ter que saltar para ir adiante”.

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