247 – O presidente interino, Michel Temer, tem saldo negativo de popularidade em 22 das 22 cidades pelos quais passou o instituto Ibope entre 19 e 22 de agosto, três dias antes do início do julgamento final do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.
Em São Paulo, onde ocorreram os maiores protestos em defesa do afastamento de Dilma, a rejeição a Michel Temer é maior do que no resto do Brasil: 41%, dez pontos percentuais a mais do que o Datafolha de julho realizado na capital paulista.
O peemedebista anunciou que não fará campanha nas eleições municipais de outubro. E como bem lembra o jornalista Roberto Toledo, do Estadão, em sua coluna nesta quinta, em que traz à tona esses dados do Ibope sobre Temer, sua presença em palanques teria mais chance de atrapalhar do que ajudar os candidatos.
Não participar do pleito municipal pode até agradar Michel Temer, mas não é uma decisão necessariamente sua. Os candidatos e os marqueteiros sabem que, se tivessem que incluir a imagem do presidente interino em suas peças de campanha, haveria um grande problema.
Como em São Paulo, onde o PMDB tem Marta Suplicy como candidata, com 17% das intenções de voto, e poderia derrubar esse percentual se considerarmos os 41% dos paulistanos que acham o governo interino ruim ou péssimo.
No Rio, onde o prefeito Eduardo Paes, do PMDB, quer eleger seu sucessor, Pedro Paulo, do mesmo partido, Temer também ajudaria ficando longe, pois tem saldo negativo de 30 pontos de popularidade.
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