‘Há espaço para a seleção ganhar e Dilma perder’

Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reforça discurso do candidato do PSDB, Aécio Neves, de que existe uso político da Copa do Mundo; “Pode ser que algumas pessoas estejam usando politicamente a Copa, eu não acho que se deva fazer isso. A Copa é um evento nacional, de todos nós”; questionado se não se preocupa com um…

Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reforça discurso do candidato do PSDB, Aécio Neves, de que existe uso político da Copa do Mundo; "Pode ser que algumas pessoas estejam usando politicamente a Copa, eu não acho que se deva fazer isso. A Copa é um evento nacional, de todos nós"; questionado se não se preocupa com um possível favorecimento da popularidade da presidente Dilma Rousseff por conta do Mundial, FHC diz que "tem espaço para fazermos muito gol, comemorarmos e ela perder a eleição"
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247 – O discurso feito neste domingo pelo candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, de que o governo faz uso político da Copa do Mundo, foi reforçado hoje pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. No primeiro dia de campanha eleitoral, Aécio mudou o tom de seu discurso, crítico à Copa, e disse que o governo se aproveita para se “apropriar” do sucesso do evento.

“Pode ser que algumas pessoas estejam usando politicamente a Copa, eu não acho que se deva fazer isso. A Copa é um evento nacional, de todos nós”, disse hoje FHC, em conversa com jornalistas após ter sido homenageado na Academia Brasileira de Eventos e Turismo, em São Paulo. Em sua opinião, o povo não quer saber de eleições agora, e só deve discuti-la depois do Mundial.

Questionado se não o preocupa o fato de que a Copa possa favorecer um possível crescimento na popularidade da presidente Dilma Rousseff, Fernando Henrique disse que há oportunidade para que a Seleção Brasileira vença a competição e Dilma perca eleição. “Tem espaço para fazermos muito gol, comemorarmos e ela perder a eleição”, afirmou. Ele disse ter esperanças de que o Brasil conquiste o Hexa, mesmo sem Neymar.

Plano Real

O ex-presidente aproveitou seu discurso no evento, focado no setor do turismo, para fazer críticas à política econômica da presidente Dilma. Questionado se o governo atual cuidou bem de “seu filho”, em referência ao Plano Real, que completou 20 anos nesse mês, tucano respondeu que cuidou “até um certo momento”, mas que “quando chegou a adolescência, a partir da crise de 2007/2008, eles passaram a maltratar o filho”.

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