247 – Fernando Haddad, candidato do PT à prefeitura de São Paulo, é o nome com a menor rejeição entre os três principais postulantes ao cargo e também aquele que venceria seus dois oponentes – José Serra, do PSDB, e Celso Russomano, do PRB – nas simulações de segundo turno. Portanto, na fotografia atual, Haddad é hoje quase prefeito de São Paulo. Quase porque, na mesma radiografia, ele ainda fica de fora do segundo turno (leia mais aqui), ligeiramente atrás de Serra e Russomano.
Portanto, o domingo será o dia do “tudo ou nada” para Fernando Haddad. Se passar para o segundo turno, ele já largaria na frente de qualquer adversário. Serra, ao contrário, aparece atrás de Russomano nas simulações de segundo turno, perdendo de 45% a 39%. De acordo com Mario Paulino, diretor do Datafolha, o resultado de amanhã é imprevisível, diante da tendência de queda acentuada de Russomano. “É raro um candidato perder intenções de voto espontâneas como o que ocorreu com Russomanno nas últimas semanas. Isso pode indicar a continuidade dessa tendência no dia da eleição”, afirmou o diretor do instituto.
O curioso é que Serra aparece em primeiro lugar no Datafolha, embora tenha a maior rejeição (42%), com uma taxa bem superior à de Russomano (30%) e de Haddad (25%). Isso certamente dificultaria sua vitória num segundo turno, contra qualquer adversário. Apesar da pesquisa, Haddad demonstrou confiança. “Amanhã vamos vencer”, disse ele. Mas ainda falta um obstáculo a ser superado, no dia decisivo.
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