O governo reconheceu que não tem como reduzir as contas de luz na proporção anunciada há três meses pela presidente Dilma. A redução das tarifas de energia deve entrar em vigor em março de 2013 mas menor do que se pretendia. Isso leva a maioria dos brasileiros a se perguntar porque uma medida tão benéfica à população não pode ser concretizada em sua totalidade. A resposta, obviamente, não deve ser apenas técnica. Devemos nos perguntar o que há por traz das informações de caráter econômico.
O corte nas tarifas de luz, em torno de 16% e não em 20% como planejado anteriormente, foi causado porque cinco das 20 empresas geradoras de energia no país, a Cesp – Companhia Energética de São Paulo; a Cemig – Companhia Energética de Minas Gerais; a Copel – Companhia Paranaense de Energia; a Celg – Geração e Transmissão, de Goiás; e a Celesc – Centrais Elétricas de Santa Catarina, recusaram as novas normas da proposta do governo anunciadas há cerca de três meses.
Estranhamente os estados que se recusaram a aceitar as novas normas governamentais são comandados pela oposição tucana, além de Santa Catarina, governada pelo PSD. Coincidência ou não, a recusa de renovação orquestrada pelas geradoras responsáveis por 20% da energia do país, aconteceu um dia depois do lançamento por FHC de Aécio Neves como pré-candidato tucano à Presidência da República em 2014.
O secretário-executivo das Minas e Energias, Márcio Zimmermann, foi taxativo a respeito: a não renovação com estas cinco geradoras está causando diretamente o impacto de não se atingir o 20,2% de desconto nas tarifas de energia.
A alegação das empresas para a não renovação dos contratos foi de que o valor da indenização proposta pelo governo não é suficiente para cobrir os gastos feitos com ampliações, reformas e melhorias. Pasmem! Todos sabemos que os investimentos feitos foram pagos e muito bem pagos durante anos e anos de concessão.
Além do mais o governo propôs pelo menos o pagamento de R$20 bilhões por investimentos que as empresas fizeram e ainda não haviam recuperado em sua totalidade, a redução de encargos federais e a renovação das concessões por 30 anos para as companhias que tinham contrato vencendo até 2017.
Mais uma vez a presidenta Dilma deve ser parabenizada por sua demonstração de coragem. Em encontro com empresários esta semana garantiu que o governo federal não recuará, vai insistir numa redução maior das tarifas, e lamentou publicamente o que chamou de “imensa insensibilidade” daqueles que não percebem a importância das medidas propostas agora para garantir que o país cresça de forma sustentável.
A decisão do governo de que a partir de 2013, os brasileiros, trabalhadores e empresários de todas as regiões do país, vão pagar bem menos pela energia elétrica consumida, foi uma demonstração de inteligência na gestão de setores estratégicos para a saúde da economia brasileira.
Desta forma o governo mantém sob rédeas curtas o fantasma da inflação, uma vez que o fator energético é componente importante nos índices inflacionários, e garante os rumos de crescimento com distribuição de renda, um dos principais compromissos dos governos Lula e Dilma.
Assim como Dilma teve a coragem de enfrentar os banqueiros deste país na queda de braços para baixar as taxas de juros, agora está tendo a coragem histórica de enfrentar as poderosas empresas do setor elétrico.
As medidas não agradaram aos inimigos do Brasil de plantão. Eles torcem contra o sucesso das iniciativas dos governos petistas mesmo que isso represente o pior para o país.
Conclamo aos cidadãos paulistas, mineiros, goianos, paranaenses e catarinenses que se manifestem pela internet, imprensa ou quaisquer outras formas pacíficas que considerem válidas, e estejam atentos a esta oposição cega contra os governos petistas com atitutes irracionais e contrárias aos interesses dos brasileiros e dos setores produtivos deste país.
Não podemos aceitar que se perpetue a posição histórica desta elite perversa que torce contra o bem estar do povo brasileiro.
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