Agência Senado – Ao discursar na sessão temática sobre a reforma trabalhista, nesta terça-feira (16) o senador Jorge Viana (PT-AC) reconheceu que a atual legislação, em vigor no país desde 1943, precisa ser revista e modernizada, mas condenou a forma apressada das discussões. Segundo ele, a proposta do governo fragiliza a relação entre empregado e empregador no exato momento em que 14 milhões de brasileiros estão sem trabalho.
O senador acreano considerou “chantagem” a pressa para a aprovação da reforma e classificou a sessão temática como “audiência do faz de conta”.
O PLC 38/2017, segundo o senador, introduziu na atual legislação mais de 200 alterações, que devem ser aceitas integralmente pelo Senado. Caso sofra qualquer mudança, ele lembrou que o texto deverá retornar à Câmara dos Deputados, prejudicando, assim, a tramitação da reforma previdenciária, que está sendo discutida pelos deputados.
Para Jorge Viana, mais importante do que alterar a legislação trabalhista de forma apressada, é discutir com as classes produtivas e os empregadores a questão tributária e o crédito, proporcionando meios para ampliar a competitividade.
Segundo o senador petista, “o governo precisa ouvir as reivindicações de quem realmente proporciona empregos, a exemplo do setor de varejo”. Viana lembrou que, enquanto na indústria há 3 milhões de empregos, o setor de varejo gera 7 milhões de vagas.
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