247 – O ex-presidente Lula não quer que o Partido dos Trabalhadores seja o protagonista nas ações contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e por isso pede cautela aos petistas.
Cunha foi denunciado ao STF na semana passada por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato e tanto Lula quanto o PT acreditam que o peemedebista não tem mais condições de presidir a Câmara.
No entanto, o foco do partido não deverá ser em ações contra o deputado, mas em aproveitar o momento político para recompor a base da presidente Dilma Rousseff na Casa. Ele acredita que, caso o Supremo aceite a denúncia, atuais aliados se afastem do deputado e o PT deve estar pronto para recebê-los, segundo reportagem assinada por Ricardo Galhardo no Estadão neste domingo.
A ideia é deixar o protagonismo para outras siglas, como o PSOL, que já articulou um pedido, junto a outras legendas, para pedir a saída de Cunha do comando da Câmara. O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) também anunciou que irá ao Supremo na próxima semana com este pedido. De acordo com a matéria, Lula quer que o PT defenda uma “solução institucional” para Cunha, ou seja, uma solução que seja “boa para a Câmara”.
Segundo a coluna Painel deste domingo, a possibilidade de que o PT assine em peso o manifesto pelo afastamento de Cunha da presidência da Câmara “é o ingrediente que pode unificar a bancada e deflagrar uma ‘guerra’ contra Dilma Rousseff”, segundo peemedebistas aliados ao deputado.
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