Marido de Marta pode ser vice de Chalita no PMDB

Empresário e ex-presidente do Jockey Club, Márcio Toledo é antigo militante do partido; movimento visa atrair atenção da senadora petista para a legenda do vice Michel Temer; mas não apenas; titular de duas elogiadas gestões em sua agremiação, novo personagem agrega massa política e prestígio

Marido de Marta pode ser vice de Chalita no PMDB
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247 – Mais um elemento surpresa está sendo aprontado para assumir posição no campo da eleição municipal da maior cidade do País. O PMDB do candidato Gabriel Chalita em São Paulo, que tem no vice-presidente Michel Temer seu principal apoiador político, pode montar uma chapa puro-sangue, com outro filiado ao partido como candidato a vice, mas, ao mesmo tempo, com grande capacidade ampliação sobre o eleitorado do PT. O filiado cotado para o posto se chama Márcio Toledo, empresário, ex-presidente do Jockey Club de São Paulo e, por último mas não menos importante, marido da senadora Marta Suplicy.

Toledo por pouco não foi escolhido pelo partido, para o mesmo posto, na última eleição municipal, quando a legenda concorreu em coligação com o DEM, ao qual pertencia o prefeito Gilberto Kassab. O então chefe da legenda, ex-governador Orestes Quércia (1938-2010), chegou a promover uma série de eventos partidários em que o apresentou como um “grande nome” para representar os peemedebistas ao lado de Kassab, mas foi o empresário que, no momento decisivo, em razão de uma série de divergências com a gestão municipal, optou por recolher-se. Àquela altura, ele e Marta ainda não se conheciam.

Os protagonistas da atual articulação, dentro do PMDB, acreditam que a candidatura de Toledo pode representar a extensão de um elegante cartão de visitas para uma eventual aproximação da senadora Marta ao partido. “A convivência dela com o nosso grupo e a nossa militância passaria a acontecer de forma natural, pelas necessidades da agenda do candidato”, diz um integrante do partido. “Pode ser bem produtivo”.

Filiado antigo ao PMDB, onde participou com destaque da seção juvenil, no final dos anos 70, quando foi presidente do DCE (Diretório Central dos Estudantes) da PUC-SP e a legenda ainda era o MDB, Toledo teve militância na esquerda e tornou-se um bem sucedido empresário das áreas de tecnologia e importações. Como presidente do Jockey Club por dois mandatos, fez uma gestão considerada revolucionária, que saneou as finanças da agremiação, multiplicou as receitas, promoveu dezenas de eventos nacionais e internacionais e ergueu uma série de obras de benefeitorias, entre elas um novo padock e uma piscina que os sócios reivindicavam há décadas. Seu sucessor, o investidor Eduardo da Rocha Azevedo, que pertenceu ao DEM, hoje já não consegue nem sequer pagar em dia os prêmios aos vencedores de corridas.

Toledo não é apenas, como seu viu no clube, um bom gestor. Ele se interessa por todos os assuntos políticos, sendo um dos melhores amigos do ministro do Esporte, Aldo Rebelo. De Marta, nos últimos dois anos, tornou-se também um bom conselheiro, dividindo com ela a pressão sofrida pelo movimento do ex-presidente Lula de alijá-la da disputa em São Paulo, ao impor em seu lugar o nome de Fernando Haddad ao PT. Com Toledo na chapa, Chalita pode ganhar não apenas um bom companheiro para avaliações e análises, mas um quadro político tarimbado com muitos motivos para participar da campanha com a necessária garra.

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