247 – Se já eram mínimas as chances de que a ex-prefeita Marta Suplicy apoiasse o candidato do seu partido, Fernando Haddad, na disputa pela prefeitura de São Paulo, elas ficaram ainda mais reduzidas depois que o PT negociou uma aliança com o PP, de Paulo Maluf. “Acho que seria um pesadelo uma aliança com o Gilberto Kassab, imagine agora com o Maluf”, disse ela à jornalista Ana Virginia Baloussier, da coluna de Monica Bergamo.
Com a adesão do PP, o PT leva cerca de um minuto e trinta segundos de televisão, ultrapassa José Serra neste quesito, mas o custo da aliança tem sido criticado até por integrantes da chapa de Haddad, como é o caso da candidata a vice, Luiza Erundina. Sobre ela, Marta também disparou uma pequena farpa, criticando seu discurso em que comparou a disputa em São Paulo a uma “luta de classes”. Num sinal de que realmente não se envolverá de forma positiva na disputa, Marta disse que Haddad e Erundina devem se dar os braços e sair em campanha.
“Cada um vai para onde achar melhor”
O candidato José Serra, no entanto, aparentemente acusou o golpe. Ontem, ao ser indagado sobre a aliança entre PT e PP, ele foi evasivo. “Cada um faz as suas alianças”, disse ele. “Eu não me pronunciou sobre alianças, vices dos outros, nada”, afirmou, após a convenção do PV que selou apoio do partido ao PSDB na disputa em São Paulo. “Cada um vai para onde achar melhor”.
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