Meirelles almoça com Levy e nega convite para substituí-lo

Um dia após o mercado se animar com rumores de que Henrique Meirelles poderá substituir o ministro Joaquim Levy no Ministério da Fazenda, os dois almoçaram juntos nesta quarta-feira, 11, em São Paulo, durante o Encontro Nacional da Indústria; Levy voltou a defender as medidas de ajuste da economia e disse que elas são indispensáveis para…

Encontro Nacional da Indústria - ENAI 2015.Palestra Os desafios atuais da economia. Presidente da CNI, Robson Braga de Andrade; Joaquim Levy, Ministro da Fazenda e Henrique Meirelles. Brasília (DF) 11.11.2015 - Foto: José Paulo Lacerda
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247 – O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, almoçou nesta quarta-feira, 11, com o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, um dia depois de circular no meio político e no mercado o rumor de que Meirelles poderá substituí-lo na Fazenda. 

Durante participação no 10º Encontro Nacional da Indústria, Levy voltou a defender as medidas de ajuste da economia adotadas no governo Dilma Rousseff e disse que elas são indispensáveis para e estabilização fiscal e retomada da demanda. “Brasil tem condição política de fazer reformas necessárias e se colocar num novo patamar”, frisou. “O governo tem feito mudanças importantes e difíceis e são mudanças que a presidente assumiu e está pagando um preço difícil para que a gente possa estar vencendo o curto prazo”, completou. 

Já Henrique Meirelles foi firme ao negar que tenha recebido qualquer convite para substituir Joaquim Levy no comando do Ministério da Fazenda. “Não há convite concreto e eu, como disse, não comento especulações ou não comento nenhum tipo de hipótese. Não sei o que as pessoas estão pensando ou decidindo. O que sei é exatamente o que eu estou fazendo, que é a minha atividade hoje. Estou muito bem, procurando colaborar em todos setores. Trabalhar com muito empenho, como fiz hoje aqui nessa palestra. A minha ideia é sempre olhar em cima de fatos, como sempre fiz”, disse Meirelles.

Tanto Levy quanto Meirelles defenderam a necessidade de uma agenda de longo prazo para o País. Mas o ministro Levy também falou sobre a disposição do governo de enfrentar o “ônus politico” de buscar mais receita  para o reequilíbrio das contas públicas e a subsequente retomada do crescimento, enquanto que Meirelles observou que a carga tributária do país já é elevada e defendeu, mais enfaticamente, o corte de gastos públicos.

 

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