247 – O ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, defendeu a reforma da Previdência com uma das primeiras ações do governo interino de Michel Temer.
Em entrevista ao jornal O Globo, Padilha disse que os direitos dos aposentados serão respeitados. “Agora, para que nós possamos garantir que o aposentado receba no fim do mês o valor da sua aposentadoria, temos que corrigir o sistema, que é deficitário. Os trabalhadores querem ter a certeza que vão receber aposentadoria. Por isso, haverá uma negociação política e temos que ver a forma que seja menos prejudicial a quem tem direito adquirido”, afirmou.
Segundo Padilha, não há muitas saídas disponível para corrigir o déficit do sistema previdenciário. “Para corrigir o déficit a longo prazo, nós temos que trabalhar com algumas variáveis. Ou é o aumento do tempo de contribuição ou a fixação da idade mínima. A expectativa de vida aumentou muito nos últimos anos e a concepção deste sistema foi há décadas, quando a expectativa de vida era completamente diferente. Naquele momento, o sistema era autossustentável. Hoje não; ele é deficitário”, defendeu o braço direito de Temer.
Questionado se as investigações da operação Lava-Jato não prejudicam a credibilidade do governo, Padilha disse que não vê problemas em ter ministros envolvidos nas investigações. “Não tenho este temor porque não há nenhum registro de que o PMDB, como instituição, ou o presidente do partido (Temer) tivesse tido qualquer participação na Lava-Jato. Temos peemedebistas que foram mencionados, como ocorreu em vários outros partidos. Se as investigações resultarem em denúncia, certamente haverá prejuízo político. O presidente Michel disse que, enquanto permanecesse no campo da menção ou da investigação, não havia nenhuma preocupação”, afirmou.
Leia na íntegra a entrevista e Eliseu Padilha.
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