No mês dos Namorados, ex de Dilma se declara

“Foi meu maior amor”, disse Carlos Araújo, que mora até hoje na casa que viveu com a presidente; ex-marido nunca quis separação: “ela que saiu aqui de casa”; os dois ainda passam os natais juntos; será que ainda podem voltar?

No mês dos Namorados, ex de Dilma se declara
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247- Na semana que antecede o Dia dos Namorados, Carlos Araújo, ex-marido da presidente Dilma Rousseff, resolveu se declarar publicamente. “Dilma foi meu maior amor”, disse o advogado trabalhista à coluna da jornalista Mônica Bergamo, publicada neste domingo no jornal Folha de S. Paulo.

Em entrevista concedida em sua casa (a mesma que Dilma morou com ele por 22 anos), em Porto Alegre, Araújo abriu seu coração e derreteu-se em elogios à ex-mulher. “A gente se amou rápido. Existe amor à primeira vista? Foi isso. Ela era muito bonita. Muito bonita. Inteligente. Decidida. Nossas energias, nossas fantasias se combinaram ali”, disse Araújo ao recordar quando conheceu Dilma, em 1969 durante uma reunião do grupo guerrilheiro Colina.

O advogado fez questão de lembrar, também, que não foi ele que pediu a separação. “Ela que saiu aqui de casa. Sabe como é, a gente vai levando, eu não me separaria. Mas a Dilma tinha as razões dela. E depois eu a visitava, a gente almoçava…” rememora  o ex-marido, que nunca se afastou da Dilma, com quem passa, até hoje, Natal, Réveillon e “os feriadões”. O eterno apaixonado revelou uma Dilma romântica. “Ela gosta de música, de ficar junto, sonhando”.

Além das declarações, Araújo falou da parceria Lula-Dilma, “É uma relação política indestrutível. Ela nunca deu uma bola nas costas, nunca vai dar”. E comentou sobre as prisões e torturas que sofreram durante o período ditatorial. Ambos foram presos nos anos 1970. “A pessoa para torturar, ou é doente mental ou está animalizada”, disse Araújo, que também falou dos mecanismos que usava para tentar sobreviver às torturas e das tentativas de suicídio. “Eu vi que não resistiria, que a dor era insuperável e que a única coisa digna que eu poderia fazer era me matar”, diz Araújo que elogia a Comissão da Verdade e critica a Lei a Anistia, “assim como nós [os militantes de esquerda] fomos julgados, todos deveriam ser”.

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