247 A prisão do marqueteiro João Santana, que atuou nas três últimas eleições presidenciais do PT, atiçou a sanha da oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff, além da ala dos insatisfeitos do PMDB.
Nesta linha, os líderes do bloco reúnem-se nesta terça-feira (23) para discutir a criação de um “comitê do impeachment”, que conta com o apoio de movimentos de rua que também pedem o afastamento da presidente, como o Movimento Brasil Livre (MBL).
A liderança do grupo deve ficar sob a responsabilidade dos insatisfeitos do PMDB. Os partidos da base de oposição ficarão responsáveis por itens como a mobilização de rua, acompanhamento de votações e marketing. Os recursos do comitê deverão ser angariados por meio de campanhas na internet.
“(O episódio desta segunda-feira (22), quando foi decretada a prisão de João Santana) fortalece as teses do TSE e do impeachment”, disse o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), um dos idealizadores do comitê, ao jornal Estado de S. Paulo.
A avaliação da base aliada do governo é de cautela, já que a Operação Acarajé, com foi batizada a 23ª fase da Lava Jato, reforça os pedidos para cassação da chapa presidencial junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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