247 – Após ter sido denunciado à Procuradoria Geral da República e ao Conselho de Ética da Presidência da República por pressionar o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero a produzir um parecer técnico para liberar a construção de um prédio no qual adquiriu um apartamento, o secretário de Governo, Geddel Vieira Lima, chorou nesta terça-feira, 22.
Durante reunião no Palácio do Planalto com líderes dos partidos da base aliada no Congresso, Geddel se emocionou ao falar sobre o pai, o ex-deputado baiano Afrísio Vieira Lima, que morreu neste ano. Segundo Geddel, seu jeito “despachado” foi herança do pai.
Geddel disse que não vai mais comentar as acusações de que utilizou cargo público para tráfico de influência, porque, agora, a discussão está na Comissão de Ética da Presidência da República. “O assunto está encerrado. E como está na Comissão de Ética, não vou mais comentar com a imprensa. Peço que me respeitem”, disse ele.
Os líderes assinaram um documento de desagravo ao ministro e saíram em sua defesa na reunião. Segundo o líder do governo, André Moura (PSC-SE), os líderes da base aliada irão em marcha ao Palácio do Planalto para entregar a carta a Geddel.
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