PDT e PTB deixam a base do governo na Câmara

Mesmo com o PDT à frente do Ministério do Trabalho, com Manoel Dias, e o PTB comandando o Ministério do Desenvolvimento, com Armando Monteiro, as duas legendas anunciaram a saída da base de apoio da presidente Dilma Rousseff na Câmara; saída do PDT da base governista já era esperada desde que o partido decidiu votar…

O ministro Armando Monteiro discute o estreitamento dos la�os econ�mico-comerciais entre o Brasil e os Estados Unidos durante audi�ncia na Comiss�o de Rela��es Exteriores e Defesa Nacional (Antonio Cruz/Ag�ncia Brasil)
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(Reuters) – PDT e PTB anunciaram na quarta-feira independência em relação ao governo na Câmara dos Deputados, deixando a base aliada, ampliando as dificuldades enfrentadas pela presidente Dilma Rousseff no relacionamento com o Legislativo.

As duas legendas tomaram a decisão apesar de contarem com ministros no governo. O PDT comanda o Ministério do Trabalho com Manoel Dias, enquanto o PTB tem Armando Monteiro à frente do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

A saída do PDT da base governista já era esperada desde que o partido decidiu votar contra medidas de ajuste fiscal propostas pelo Executivo, especialmente as que tratavam de benefícios trabalhistas e previdenciários.

O líder do partido na Câmara, deputado André Figueiredo (CE), disse que a legenda não vai mais participar das reuniões dos líderes da base depois que seus parlamentares foram considerados infiéis pelo governo.

“Não admitiremos mais sermos chamados de infiéis e traidores porque nunca traímos nossos princípios”, disse Figueiredo, segundo a Agência Câmara Notícias.

O PTB, por sua vez, vai decidir caso a caso como votar as matérias em pauta na Câmara, de acordo com o líder do partido na Casa, deputado Jovair Arantes (GO).

A saída dos dois partidos da base governista acontece após o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ter anunciado seu rompimento com o governo, num momento de agravamento da crise política no país. Cunha fez seu movimento após ser citado por um delator da operação Lava Jato e acusa o governo e a Procuradoria Geral da República de montar um complô contra ele.

Na quarta-feira, o vice-presidente e articulador político do governo, Michel Temer, fez um enfático apelo público ao Congresso Nacional e aos partidos políticos para que evitassem um agravamento dos problemas enfrentados pelo país.

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